Em cartaz #30: Nan Lawson

Aquelas coisas bonitas que a gente acaba encontrando sem querer por aí! Esse é o trabalho da Nan Lawson, uma ilustradora que mora em Los Angeles.

Morri de amores quando vi que vários dos desenhos são de personagens de filmes e séries. Mas me ganhou o coração principalmente porque vi o agent Cooper, de Twin Peaks (obcecada mode on)!

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 photo nahlawson2_zpsc5371d87.jpgGosto muito de versões ilustradas de personagens assim e o traço dela é bonito demais!

Então, é isso! Uma dose de boniteza pra começar essa semana!

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Nan Lawson | site | instagram | twitter | etsy

5 filmes para assistir no verão!

Confesso que sem um ventilador na cara fico bem desanimada de pensar em assistir a qualquer coisa nesse calor. Se você tem ar-condicionado, parabéns, está salvo!

Quando pensei em fazer essa lista, tive a ideia de escolher filmes que na verdade se passassem no frio. De repente um ventinho ou um floquinho de neve pudesse atravessar a tela e nos ajudar… mas isso não acontece, infelizmente.

Então, fui olhando minha lista de filmes assistidos no Filmow e, no instinto, escolhi 5 que combinam com esse clima de bola de fogo.

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Dirty Dancing (Emile Ardolino, 1987)

Clichê dos clichês, mas como não amar? Tem filme mais férias/verão do que esse? Pra mim não tem. Desculpa se você não gosta, mas passei minha vida assistindo a esse filme na TV e ficou marcado pra sempre.

Vem pra esse ritmo quente, gente! Vem aprender a dançar com a Baby e o Patrick Swayze!

 

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O Palhaço (Selton Mello, 2011)

Sempre que penso nesse filme, lembro da cena em que um dos carros furrecas da trupe do Circo Esperança estraga na estrada, no meio do nada, debaixo do sol. E também do ventilador que o personagem do Selton Mello, o Benjamim, carrega pra todo lado.

Dos últimos filmes brasileiros que assisti, O Palhaço foi um que gostei bastante. É leve, divertido e trata ao mesmo tempo dos dramas de ser um palhaço de circo. É bem colorido e tem imagens lindas! Uma ótima pedida pra essas férias!

 

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Na Estrada (Walter Salles, 2012)

Um road movie bem intenso, com muita paisagens lindas dos EUA, muita paixão, muita música e muito drama. Mas não é lá um filme tão alegrinho quanto parece.

Também li o livro e ele é tão intenso quanto o filme, apesar de ter achado algumas partes difíceis de ler, meio longas e arrastadas demais. Mas depois que terminei fiquei meio deprê, com vontade de pular da janela e viajar sem rumo. Fica a dica.

 

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Lolita (Adrian Lyne, 1997)

Eu gosto muito de Lolita, tanto do livro quanto do filme (só assisti a essa versão). É um super clássico que merece ser lido e assistido.

Roupas frescas, banhos de mangueira, fugas, amores proibidos e muita informação pra gente pensar depois. Me deu até vontade de assistir de novo!

 

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A Vida Marinha com Steve Zissou (Wes Anderson, 2004)

Já falei sobre esse filme aqui, mas achei que valia a pena repeti-lo. É sem dúvidas, um dos melhores do Wes Anderson.

Se você gosta do mar, aventuras marítimas e bom humor, não tem erro!

 

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E vocês, o que andam assistindo nessas férias de verão?

Contaí! o/

Os melhores filmes e as decepções de 2014!

Sim, finalmente 2014 está chegando ao fim! E chegou também a hora de fazer o balanço do que assisti ao longo desses meses, assim como fiz no ano passado.

Confesso que essa foi uma lista difícil de fazer, o que me deixa feliz porque, de certa forma, significa que assisti a muitos filmes que me agradaram. Já os desapontamentos foram bem fáceis de identificar, haha.

Bom, a maioria dos filmes legais que assisto, costumo colocar nos Filmes da Semana, mas esses daqui foram os que se destacaram por algum motivo. O engraçado é que depois que fiz a lista, notei que falei sobre quase todos eles aqui no blog, o que também faz muito sentido! Então, vamos lá.

 

 ♥ O Gosto do Chá

Geralmente não consigo fazer essas definições, mas posso dizer com segurança que a melhor descoberta de filme que fiz esse ano foi O Gosto do Chá. Ele entrou direto pra minha lista de melhores da vida, inclusive! Mas não vou falar muito porque já escrevi apaixonadamente sobre ele aqui.

 

 ♥ Miss Violence

Outro filme que mexeu com meu coração foi Miss Violence. Talvez tenha sido o filme mais impactante do ano. É daqueles que te tira completamente da zona de conforto, que te faz pensar nos relacionamentos familiares, no poder que as pessoas tem sobre as outras. É tenso. Tem resenha dele aqui no blog, mas se não quiser nenhum spoilerzinho, assista apenas ao trailer!

 

Palo Alto

Já disse por aqui que sou fã da Sofia Coppola e dessa família de gente talentosa. Adorei também Palo Alto, que foi o primeiro longa da Gia Coppola, sobrinha da Sofia. Embora tenha sido baseado em um livro de contos do James Franco, que não curto muito por motivos completamente abstratos, o filme é lindíssimo e muito bem realizado.

No post que escrevi sobre ele, comentei também que as cores – e a direção de arte de modo geral – do filme são belíssimas e voltarei a falar sobre isso no ano que vem.

 

 ♥ Picnic at Hanging Rock

Seguindo a vibe de histórias da adolescência, não poderia deixar de citar Picnic at Hanging Rock, um filme tão misterioso e estranho quanto a própria adolescência. Também escrevi bem enigmaticamente sobre ele aqui no blog. Não é um filme que se pode falar muito.

 

 ♥ O Duplo

Baseado no romance O Duplo, de Dostoiévski, arte maravilhosamente trabalhada e um combo de drama e humor meio obscuro. É muito inteligente e brinca bastante com nossa imaginação. Não é exatamente realista e já adianto que não tem nada a ver com aquele O Homem Duplicado – porque vi algumas pessoas compararem os dois.

Mas ainda não falei sobre ele por aqui e também não sei se já chegou aos cinemas, então fica a recomendação! Assistam ao trailer pra vocês terem um gostinho.

♥ O Profissional

Como assim demorei tanto pra assistir a esse filme? Já tinha ouvido falar e estava na minha listinha depois da empreitada de assistir a todos os filmes com a Natalie Portman. A curiosidade aumentou depois que fiquei sabendo que a música Matilda, do Alt J, foi inspirada na personagem da Natalie nesse filme.

Nunca poderia imaginar que seria tão bom! O título original é Léon, The Professional, e foi dirigido pelo Luc Besson. E é claro que ele vai merecer um post especial aqui no ano que vem!

 

 ♥ O Grande Hotel Budapeste

Embora esse não seja meu filme favorito do Wes Anderson, quis incluí-lo aqui porque foi um dos poucos filmes bons que assisti em uma sala de cinema de fato esse ano. Aqui na minha cidade não tem sido oferecida uma programação tão diversificada e acabamos ficando presos ao que tem nas redes de cinema dos shoppings.

Mas O Grande Hotel felizmente chegou aqui! É bonito, é engraçado e não tem como não agradar quem gosta do estilo do Wes.

 

♥ Inside Llewyn Davis

E por último, Inside Llewyn Davis, para acabar de derreter nossos corações. Fiz uma resenha detalhada e declarei todo o meu amor pelo filme nesse post.

Não tem nada que eu não tenha gostado nesse filme. História, estrutura narrativa, as cores, as músicas, o elenco…

*

Bom, sobre as decepções, me surpreendi ao pensar que foram mais ou menos as mesmas do ano passado e 90% delas foram em relação a filmes de ficção científica ou de viagens espaciais. Junto com Gravidade e Elysium, que foram os que citei na lista passada, acrescento às decepções Oblivion, Monsters, Viagem à Lua de Jupiter, Contra o Tempo e Upside Down.

Não sei, talvez seja uma implicância minha, talvez eu esteja esperando algo que eu acho que seja óbvio que estejam nesses filmes e não está.

A questão é que a maioria deles tem ideias muito boas, como é o caso de Upside Down e Monsters. A base é bem original, mas o desenvolvimento da história sempre acaba no casal que quer ficar junto. As questões mais interessantes relativas à ficção científica em si quase nunca são exploradas e acaba que muita coisa fica mal explicada. Fora que esse tema do mocinho e da mocinha que tentam ficar juntos nem é desenvolvido com originalidade, é sempre a mesma coisa…

Sobre essa questão dou destaque especial ao Upside Down, que tem uma ótima ideia, um excelente elenco (Kirsten Dunst e Jim Sturgess), lindas imagens e efeitos gráficos, mas que me deixou muito irritada! Acho um desperdício de dinheiro, sinceramente. É um romance muito besta e o fato de que ele se passou naquele ambiente futurista e diferente não o deixou mais interessante.

Outro desabafo sobre isso é o fato de que nos “filmes do futuro” tudo é branco e de vidro e com telas de touch e todo mundo usa roupas que parecem de neoprene. Gente, vamos lá, isso não tem mais a cara do futuro. Tirando as naves voadoras, nossa vida já tem muitas semelhanças com isso. Inclusive, roupas de neoprene estiveram ou estão em alta de verdade. Será que não tem outras formas de pensar como seria o futuro? Esse é um terreno que pode ser explorado infinitamente e sem limites exatamente porque o que, pelo menos pra mim, torna o futuro tão misterioso é exatamente seu mistério! Ele pode ser o que quer que nossa cabeça imagine.

Mas, claro, não foi tudo ruim… Não posso deixar de mencionar alguns filmes nessa linha que assisti nesse ano que foram bons e bem originais em várias questões como Her, Mr. Nobody, Under the Skin, Interstellar e The American Astronaut.

Me planejei para escrever tanto sobre essa minha decepção, quanto sobre alguns desses filmes que citei agora, mas infelizmente não consegui. Enfim, gostaria de pensar melhor sobre essas questões, assistir a mais filmes de ficção científica e rever alguns que gostei para estruturar melhor minha crítica. Até porque comecei a me interessar por esse tema recentemente e sei que tem muita coisa mais antiga e boa que merece ser vista.

De qualquer forma, não queria deixar de compartilhar esse desabafo com vocês. De repente tem alguém aí que tem sentido a mesma ou então que tem algum filme pra indicar.

Bom, pessoal, acho que é isso tudo por hoje! Espero que tenham gostado das dicas. E claro que vou adorar saber quais foram os filmes legais que vocês assistiram nesse ano, me contem aí!

Obrigada mais uma vez por me acompanharem por aqui! No ano que vem tem mais!

<3

Em cartaz #18: The Grand Budapest Hotel

Atenção, esse post vai ser comprido!

Eu finalmente consegui assistir The Grand Budapest Hotel! Sei que o lançamento já foi há um tempão e ele já estava nos cinemas em muitas cidades, mas não aqui em Juiz de Fora. Estava resistindo muito a assistir pelo computador porque no fundinho eu tinha esperanças de que ele viesse pra cá. E valeu a pena esperar, os cinemas dessa cidade não me decepcionaram dessa vez!

Pra quem ainda não conhece, o filme foi dirigido pelo Wes Anderson – por isso toda essa minha empolgação – e conta a história de Gustave H, um lendário concierge em um famoso hotel europeu no período entre guerras, e Zero Moustafa, o mensageiro – the lobby boy! -, que acaba se tornando um amigo muito fiel. O trailer vai contar melhor do que eu!

Na verdade, antes mesmo de assistir ao trailer, eu vi o cartaz. Achei maravilhoso de cara, bem Wes Anderson e me deixou super curiosa! Achei que ele valorizaram muito o hotel. Ao mesmo tempo que dá a sensação de ser uma miniatura, podemos ter um vislumbre de quão grande e majestoso era o hotel.

(Agora, depois de postar, notei que o hotel muda de tamanho dependendo do cartaz. Ele está bem maior no segundo do que nesse primeiro!)

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Apesar de estar dentro do que costumamos ver no trabalho do Wes Anderson, achei que esses abaixo foram bem ousados pra cartazes oficiais. Confesso que não gostei muito dos vermelhos, achei que foi informação demais pra um cartaz só. Já o outro mais estilizado, ficou bem interessante, apesar de que não sei se tem muito a ver com a vibe do filme. São bonitos, mas não trocaria nenhum por esses com a foto do hotel.

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Já esses aqui debaixo eu adorei. Apesar da cara deles estar com efeitos mil, o que parece meio desnecessário pra mim, eu adoraria tê-los não como cartazes, mas como cartõezinhos pequenos, sabe? Como se fossem cartas de jogo. Aloka, haha, mas sei lá, quando vi foi a primeira coisa que me veio na cabeça. Imaginem um jogo de memória com eles? Seria super legal! Wes Anderson, estou te dando uma ideia maravilhosa! Invista!

Detalhe para Tilda Swinton que ficou totalmente transformada! Como já era de se esperar, toda a caracterização dos personagens é feita com muito cuidado e detalhe – como toda a arte do filme – mas a Tilda me impressionou!

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Eu disse que o post iria ser grande porque com um filme tão badalado, claro que existem muitas versões alternativas para os cartazes feitas pelos fãs e eu não queria deixá-los de fora.

O que eu acho mais legal neles é que são criados a partir de objetos meio “coadjuvantes” no filme, que não são, digamos, evidenciados, embora façam parte da história, como as caixinhas de doce Mendel´s, os uniformes, os chapéus, as chaves, as malas…

 photo ghbalt2_zps81853add.jpg Joris Laquittant

 photo ghbalt5_zps1df174a1.jpgConor Langton

 photo sl-tgbh-final_zps644e5a4f.pngRachel Sinclair

 photo ghbalt1_zpsa7f8c5ff.jpgGian Bautista

 photo grand-budapest-hotel_zps0dfe8e17.jpgThomas Walker

 photo ghbalt6_zpsa61806ce.jpgJake Rowless

 photo gbh-pecourt_zps8b41ca08.jpgMaxime Pecourt

 photo ghbalt3_zps7f2d5748.jpgMatt Needle

Eu fiquei simplesmente apaixonada por esse dos chapéus feito por Maxime Pecourt. Esse rosa chiclete tá lindo demais! Pra mim é o mais bonito de todos depois do oficial lá de cima com a foto do hotel. E nos site dele é possível comprar! Aliás, acho que quase todos esses são, é só clicar nos nomes dos artistas.

Bom, eu realmente gostei muito dos cartazes e das cores principalmente. Tinha até pensado em fazer uma paleta do filme, mas as cores são tão bonitas e inspiradoras que já fizeram várias por aí.

Mas confesso que, apesar de ter curtido bastante o filme, é bem engraçado, bem encadeado, com atores maravilhosos, figurino maravilhoso, cenários maravilhosos, ele não é o meu favorito do Wes Anderson. Eu gostei, de verdade, é um filme muito bom, mas não foi totalmente 100% pra mim e não sei explicar o porquê. Talvez porque eu esteja comparando com os outros. Rushmore e Moonrise Kingdom continuam no topo da minha lista!

De qualquer forma, fica a recomendação pra quem ainda não assistiu. Vale muito a pena! E aproveite se ainda está em cartaz na sua cidade!

Boa semana pra todo mundo!

Filmes da semana #7: especial Natalie Portman!

Acredito nunca ter mencionado isso por aqui, mas Natalie Portman é uma das minha atrizes preferidas. E isso é uma daquelas coisas sem explicação, acho que ela é uma excelente atriz e uma das mais bonitas de toda Hollywood.

Teve uma época que resolvi assistir todos os filmes com ela. Claro que não consegui, são muitos! Aos 33 anos, ela já atuou em 31 filmes e já ganhou vários prêmios. Pra quem não sabe, ela é israelense, mas mora nos EUA desde muito pequena e começou a atuar aos 12 anos. Além de tudo isso que já falei, ela também é formada em psicologia e tem um filho (e fofoca: já namorou Gael Garcia Bernal! :O).

Eu realmente acho incrível como ela consegue encarnar personagens tão diferentes, mudar o cabelo, emagrecer, engordar e se transformar em outra pessoa. Então, aqui vão minhas dicas de filmes com a Natalie – os que mais me marcaram – alguns mais conhecidos, alguns menos. E se você conhece outro que não está nessa lista, não esquece de me contar!

Cisne Negro (Darren Aronofsky, 2010) – trailer

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Começando pelo óbvio. Talvez essa seja uma das atuações mais impressionantes de Natalie Portman e eu realmente fico muito feliz de poder ter assistido esse filme no cinema. É muito impactante e assustadoramente lindo.

Natalie interpreta Nina Sayers, bailarina de destaque em NY. Ela acaba entrando em uma competição silenciosa com uma nova bailarina do grupo, Lily, para o papel principal da peça Lago dos Cisnes. O filme é, na verdade, um thriller psicológico simplesmente maravilhoso. Está, certamente, no top dos melhores filmes da minha vida. Impressionante atuação da Natalie e Darren Aronofsky sambando na cara das pessoas nessa direção. Acho um filme impecável na técnica, atuação, músicas, tudo!

V de Vingança (V for Vendetta, James McTeigue, 2005) – trailer

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Outro filme bastante conhecido, mas talvez não pela Natalie. Ela faz o papel de Evey, que vive numa Inglaterra do futuro, onde está em vigor um regime totalitário. Um dia, ela é salva por mascarado conhecido como V. Este homem misterioso tem nas veias a revolução, o ódio contra o sistema, e seu plano é destruir as Casas do Parlamento. Ele convoca seus conterrâneos a encontrá-lo no dia 5 de novembro em frente a este prédio que ele promete destruir. Evey acaba se envolvendo com V e na tentativa de descobrir mais sobre ele, acaba descobrindo qual é seu próprio papel na revolução.

Já assisti esse filme mais de uma vez e gosto bastante. Coloca a gente pra pensar sobre nosso sistema econômico e governamental. Não, a máscara do Guy Fawkes não é a solução dos problemas. Mas se ninguém pensa sobre eles, a solução nunca aparece.

Hora de Voltar (Garden State, Zach Braff, 2004) – trailer

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Andrew, um melancólico aspirante a ator viciado em lítio que vive em Los Angeles, se vê obrigado a voltar à sua casa em Garden State depois da morte de sua mãe. Retornar depois de tanto tempo, nesse caso, 9 anos, não é uma coisa fácil. Nesse processo de reencontrar e de ter lidar com o passado, Andrew conhece Sam – interpretada por Natalie – uma mentirosa compulsiva e cheia de vida.

Esse é um daqueles filmes de sinopse pequena, mas que falam muita coisa pra gente, sabe? É divertido e um pouco triste. Tem tempo que assisti, mas lembro que me fez pensar muito sobre minha relação com meus amigos.

Hotel Chevalier (Wes Anderson, 2007)

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Hotel Chevalier é na verdade um curta-metragem dirigido pelo Wes Anderson que foi lançado como prólogo do filme A Viagem para Darjeeling. Ele está completo no youtube e tem só 13 minutos.

É um curta um tanto enigmático. Jack Whitman (Jason Schwartzman) está hospedado em um hotel e recebe a visita surpresa de uma mulher. No meio do jantar, nesse encontro misterioso, começamos a perceber os altos e baixos do relacionamento dos dois. Simples assim, mas nem tanto.

Hesher (Spencer Susser, 2011) – trailer

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Sinto que esse é um daqueles filmes que ou as pessoas amam ou odeiam. Eu amo, mas confesso que comecei não gostando até entender qual era a do filme.

O menino TJ perde a mãe e ele e o pai vão viver com a avó. A vida dos dois está completamente abalada quando aparece Hesher (Joseph Gordon-Levitt) para piorar tudo. Ele é um cara from hell que odeia todo mundo, gosta de quebrar e botar fogo nas coisas e resolver os problemas da maneira que acha mais interessante. Nesse meio tempo em que não consegue se livrar de Hesher, TJ acaba com uma paixonite por Nicole (Natalie), uma moça simples, caixa de supermercado.

A vida dos três acaba dando um nó e o filme se transforma num puta drama com um final que eu não esperava. Achei ele muito honesto e muito sensível. Comecei o filme nada simpática e terminei emocionada!

Closer (Mike Nichols, 2004) – trailer

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Bom, o que dizer desse filme? Fiquei pensando muito em como contar o que ele é, mas não consegui, então copiei a sinopse do Filmow: Uma inteligente, romântica e muito perigosa história de amor sobre encontros inesperados, atrações instantâneas e traições casuais. Uma visão sobre quatro estranhos – Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen – com uma coisa em comum: eles mesmos.

Tenho uma relação estranha com Closer. Assisti várias vezes, em diferentes momentos da minha vida e em cada um deles tive uma percepção diferente da história. É um filme quase impossível de não fazer qualquer relação com qualquer situação amorosa que você já tenha vivido.

E é um espetáculo de atuação, né gente? Se não assistiu ainda, tá na hora!

Sexo Sem Compromisso (No Strings Attached, Ivan Reitman, 2011) – trailer

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Confesso que não estou na vibe de comédia romântica há muito tempo e esse filme especificamente assisti na época em que eu queria ver todos com a Natalie.

Ela faz o papel  de Emma, uma médica que, na tentativa de ajudar Adam (Ashton Kutcher) a se recuperar do fim de um namoro, acaba se envolvendo com ele. Mas Emma não quer ter um relacionamento sério e eles combinam de se encontrarem apenas com objetivo do sexo. Bem clichê, vocês já podem adivinhar o final.

Mas é relax e engraçado. É também diferente ver a Natalie fazer o papel de uma médica que é nada profundo em comparação com os outros que indiquei até agora.

A Loja Mágica de Brinquedos (Mr. Magorium’s Wonder Emporium, Zach Helm, 2007) – trailer

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A jovem Molly Mahoney recebe a incumbência de gerenciar a loja mágica do Sr. Magorium, um senhor de 243 anos que está indo embora da cidade. A loja de brinquedos é encantada e tudo lá tem vida própria. Porém, um dia, o contador Henry Wetson aparece para fazer uma auditoria em todos os brinquedos e depois disso misteriosamente a loja perde seu encantamento. Molly e Henry tem, então, que tentar recuperar a magia  do local.

Um filme leve e divertido e possível de ser assistido por crianças, diferente dos outros que apareceram antes. Eu desconhecia completamente a existência dele filme e só o encontrei nessa minha empreitada de assistir a filmografia da Natalie. Eu particularmente gosto desse tipo de filme, muito colorido e muito fantasioso. Uma versão bem modesta de A Fantástica Fábrica de Chocolates!

***

Ufa, acho que foi uma das maiores listas que fiz no blog até hoje! Espero que gostem das dicas!

E me contem aí, o que tem assistido de bom?

As músicas e os filmes de Wes Anderson e Jason Schwartzman

Sabe o que é melhor do que receber boas dicas de música/filme? É receber boas dicas de pessoas que você ama, haha! Estou guardando um vídeo muito precioso que encontrei sem querer: Wes Anderson e Jason Schwartzman, provavelmente pra uma propaganda da Borders Media, andando pela loja e indicando álbuns e filmes que eles gostam!

Bom, acho que vocês já sabem que gosto muito do Wes Anderson, mas acho que nunca tinha falado do Jason aqui. Ele está em quase todos os filmes do Wes, ele começou a atuar num filme dos Wes… Enfim, gosto muito dele como ator, a parceria dos dois é sempre ótima e eu morri quando encontrei essa preciosidade, haha!

Vou deixar o vídeo no final do post pra quem quiser assistir. Jason indicou as músicas e Wes indicou os filmes. Infelizmente não consegui pegar todos porque as vezes eles falam muito rápido e a qualidade do vídeo é bem ruim, então não consegui identificar pela capa. Mas linkei tudo com o youtube pra ficar mais fácil. As vezes o Jason indicava o album, as vezes não, então peguei o que eu achei mais legal nesse caso! Está tudo na ordem que aparece no vídeo, pra quem quiser acompanhar:

  • Músicas

Beach Boys – Sunnflower

Beatles – Magical Mistery Tour (<3)

The Band  – The Band (Não conhecia, mas gostei de cara!)

The Apples in Stereo – Travellers in Space and Time (Não ouvi todo o album ainda, mas gostei muito dos clipes! Provavelmente uma das indicações que mais gostei.)

Ash – 1977

Abba – Arrival (Confesso que não conheço muito além de Dancing queen, haha)

Feist – The Reminder (muito amor!)

Buddy Holly – The Legend Raves On

Phil Collins – Face Value

Islands – Ski Mask (Gostei, gostei!)

John Lennon – Lennon Legend (Esse é exatamente o album que ele indica no vídeo, um tipo de greatest hits, mas POR FAVOR, vá ouvir qualquer coisa de John Lennon *.*)

Ben Lee – Ayahuasca (Super descoberta pra mim! Adoro esse tipo de música!)

Huey Lewis and the News – Sports

Harry Nilsson -Nilsson Schmilsson

Jim Morrisson/ The Doors – Doors (Demorei tanto pra descobrir… The End está entre uma das melhores músicas pra mim!)

Paul Simon – Essentials

Rolling Stones – Between the Buttons

Coconut Records – Nighttiming (Essa é a própria banda do Jason Schwartzman. Gostei de uma música ou outra, mas nada muito especial na minha opinião)

  • Filmes/Séries

The Office (Essa é aquela série que ou as pessoas amam ou odeiam. Eu amo e Jason também. Você que sabe, haha!)

Red Eye, 2005 (Nunca tinha ouvido falar desse filme!)

The Right Stuff, 1983 (Os eleitos – Onde o futuro começa, que título é esse em português?)

Spanglish, 2005

Lady in the Water, 2006 (A dama da água, em português. Ouvi falar muito mal desse filme e por isso nunca animei a assistir. Alguém aí já viu?)

Hud, 1963 (O Indomado, em português)

How Green Was My Valley, 1941  (Como era Verde o Meu Vale)

Long Day´s Journey into Night (Parece um tipo de teatro filmado. Não sabia que isso existia)

One Hour Photo, 2002 (Retratos de uma Obsessão. Suspense/drama muito bom!)

The Notebook, 2004 (Já assisti mas achei meio mimimi demais)

Point Blank, 1967 (À Queima Roupa)

TAPS, 1981 (Toque de Recolher. Estou me surpreendendo com as dicas do Wes!)

What Ever Happened to Baby Jane?, 1962 (O que terá acontecido a baby Jane?)

Gandhi, 1982

The Bad Sleep Well, 1960 (Homem Mau Dorme Bem, dirigido pelo Kurosawa. Fiquei com vontade de ver!)

Belle de Jour, 1967 (A Bela da Tarde. Esse está na minha lista há séculos…)

Lucía y el Sexo, 2011 (Lucia e o Sexo)

MASH, 1970 (Acho que o Wes gosta muito de filmes de guerra)

Groundhog Day, 1993 (Feitiço do Tempo. Acho que foi o filme que mais fiquei com vontade de assistir! Adoro o Bill Murray!)

***

Ufa! Agora vai dizer que essa lista não é uma coisa preciosa? Estamos abastecidos de indicações por um bom tempo! Segue aqui embaixo o vídeo. Se alguém identificar alguma banda ou filme que eu não consegui, me conta, por favor! o/

As cores no cinema #1: Paleta de cores em Castello Cavalcanti, de Wes Anderson

Como disse no post sobre o figurino do Bebê de Rosemary, a parte que mais gosto na produção de um video, seja ele qual for, é a direção de arte. E acho que comecei a gostar porque é justamente a função que lida com as cores!

Como muitos de vocês sabem, não sou formada em cinema, praticamente tudo o que sei na área aprendi estudando sozinha. Resolvi, então, começar uma sessão aqui no blog pra falar sobre as cores no cinema e compartilhar com vocês o que ando aprendendo!

Desde que encontrei o site Movies in Color – falei dele aqui! – comecei um exercício de reparar nas cores dos filmes, fazendo uma paleta mental. Eu acho que é um ótimo exercício porque você começa a treinar o seu olhar para ver esses detalhes e com o tempo a gente vai sacando como as cores ajudam a compor o ambiente, a destacar objetos, personagens, etc.

Resolvi, então, fazer pela primeira vez uma paleta de cores de verdade. Pra começar, não poderia ter escolhido outro, haha! Wes Anderson, claro, e esse curtinha que ele fez pra Prada no ano passado!

Escolhi o Wes Anderson exatamente porque ele é mestre pra trabalhar com as cores, né? Todos os seus filmes são muito coloridos e seguem a paleta a risca.

O que eu fiz foi bem simples. Selecionei 4 frames do curta: 3 de momentos bem diferentes e um em que o plano fosse mais aberto pra pegar a maior quantidade de ambientes possíveis. Então, joguei no Photoshop e passei longos minutos olhando pras fotografias e tentando identificar as cores que mais se sobressaíam.

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Insipirada no Movies in Color, tentei identificar o general spectrum de cada frame, ou seja, todas as cores que se destacam desde as mais claras até as mais escuras. Acho que para começar, está de bom tamanho.

Como vocês podem ver, tem duas linhas de cores. Na minha visão,consegui identificar algumas que se destacavam mais do que as outras, como se fossem as “cores guia” da cena, que são as da primeira linha. As da segunda, são as que estavam mais no background.

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Neste último frame, reuni todas as cores dos outros pra tentar montar uma paleta mais geral do filme, já que neste a gente vê praticamente todos os ambientes em que o personagem esteve. Foi a parte mais legal do exercício porque deu pra perceber como que com cores que parecem não combinar entre si, ele criou um ambiente super harmônico.

Então, gente, essa foi minha primeira paleta, bem simples mesmo! Pra você que também gosta da coisa, mas não tem nenhuma formação específica, acho que é um ótimo exercício pra começar! Tem muitos exemplos na internet também pra você ter de modelo : )

Agora vou parar por aqui, senão já vou entrar no assunto do próximo post da sessão, haha! Vou falar sobre as rodas cromáticas, cores complementares, análogas e etc.

Ah, e se alguém se aventurar a fazer um paleta ou se já tiver feito, mostra aqui! : )

Au revoir!

The Grand Budapest Hotel!

Oi amigos! Voltei, enfim, com uma super novidade que acabei de ver e tive que passar na frente dos outros posts, hahaha!

Foi divulgado hoje o primeiro trailer do The Grand Budapest Hotel, o próximo filme do Wes Anderson *.* Eu já tinha visto o cartaz, que é maravilhoso, para variar, e não deixa nada a desejar para os fãs de Wes Anderson: arte linda e cores lindas, mais um pra se ter na parede de casa.

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Como era de se esperar, estão no filme Bill Murray, Jason Schwartzman, Adrien Brody e Owen Wilson, além de outros famosos. Fiquei super na expectativa quando estreiou o Moonrise Kingdom e não me decepcionei. Agora a tendência vai ser repetir o comportamento, haha, massss… não tem data de estreia ainda. Provavelmente só no ano que vem. Enquanto isso, ficamos com o trailer \o/

E aí, o que acharam? E a paleta de cores desse, alguém se arrisca a fazer? Haha.

Filme da vez: Moonrise Kingdom + Movies In Color

Na última semana não postei nenhum “Filme da vez”. Isso aconteceu porque na verdade só assisti um filme, O Enigma de Andrômeda, e não foi tão bom assim. Assistimos porque li em algum lugar, acho que foi no Filmow, que esse era um filme de ficção científica de verdade, que não tinha historinhas de romance no meio. Acontece que achei bem chato e cheio de furos. Enfim, se alguém quiser arriscar…

Como queria postar um “Filme da vez” toda semana, mas não estou tendo muito tempo pra assistir filmes, decidi usar minha lista de favoritos do Filmow, que tem 30 filmes, 4 curtas e 8 séries.

jkjh

E o escolhido de hoje foi Moonrise Kingdom, do Wes Anderson. Sim, eu tenho o cartaz porque sou fanzinha, hahaha! Esperei o filme ansiosamente desde que saiu o trailer e corri pra assistir no cinema. Conheço muita gente que não curtiu muito, mas fazer o que… Acho que eu vim numa onda de assistir os filmes dele e acabei gostando muito do estilo de câmera que ele tem, que é bem marcante, e também a maneira que ele trabalha as cores nos filmes. Nesse link tem o roteiro completo com algumas plantas baixas. Vale a pena ver!

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Esse certamente é meu frame favorito do filme, mas não me perguntem o porquê, hahaha! Tenho isso de me apegar a frames e não consigo explicar de onde vem. O filme também me agradou certamente porque ele me lembra muito o filme Pierrot le fou, do Godard. Toda a parte que o casalsinho fica na praia, meio sem o que fazer, o estilo de roupa da menina, essa coisa deles ficarem fugindo da mesmice… Sei lá, não sei se foi intencional ou não, mas que me lembrou, lembrou! Não achei nada certo escrito sobre isso.

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Pierrot le fou, 1969

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Moonrise Kigdom, 2012

Coloquei os frames só de referência porque não é assim que veremos as referências obviamente. Como eu estava dizendo antes, gosto muito do Wes Anderson por causa do seu estilo, que é de certa forma fácil de ser identificado depois de assistir alguns filmes, mas acho que vou reservar um post só pra ele!

O que eu realmente gostaria de falar hoje é das cores. Mais do que um estilo de enquadramentos e movimentos de câmera, Wes Anderson tem uma coisa com as cores! Ele realmente segue a risca a paleta que ele escolhe. Cada frame – que pra mim muitas vezes parecem pinturas, como esse aí de cima. Tenho vontade de imprimir e pendurar na parede! – estão definitivamente dentro do espectro de cores escolhidos. Essa é uma das partes do cinema que eu mais gosto. Por causa das cores que eu gosto tanto dele e do Jean-Pierre Jeunet (que fez Amélie Poulin!)

E foi procurando coisas sobre direção de arte que um dia me deparei com esse site, o Movies In Color. É um blog criado pela designer Roxy Radulescu e que traz frames dos filmes com sua paleta de cores correspondente.

tumblr_mj7zlpPaMN1s6aghro1_1280Essa é a paleta do Moonrise Kingdom! Vocês podem imaginar como fiquei animada quando encontrei esse site, hahaha! Saí procurando todos os filmes que eu já tinha visto e fiquei com vontade de assistir outros só por causa das paletas *.* Não vou postar mais fotos aqui pro post não ficar longo, mas recomendo MUITO acessar o Movies In Color.

É isso tudo, espero que tenham gostado das dicas!

Au revoir! (: