Twin ♥ Peaks

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Hoje é o dia em que eu finalmente venho aqui indicar pra vocês uma das minhas séries favoritas: Twin Peaks.

Eu já falei rapidinho sobre ela aqui em algum lugar, mas acho que nunca contei sobre o que ela é e nem declarei meu amor assim fervorosamente. Mas nunca é tarde, vamos lá:

Um belo dia, na cidadezinha de Twin Peaks, EUA, o corpo de uma menina é encontrado na beira do rio, enrolado em um plástico. Era Laura Palmer e ela estava morta. Todos da cidade ficaram chocados. Quem matou Laura Palmer? Quem matou essa menina tão querida por todo mundo? Logo em seguida, uma outra garota, Ronette, aparece toda machucada e em completo estado de choque, incapaz de contar o que havia acontecido. A polícia local começou a desconfiar que os dois casos estavam relacionados e um agente do FBI foi enviado à Twin Peaks pra comandar a investigação. Ele era nosso amado Agent Dale Cooper.

Essa é o comecinho da série e a trama principal, mas o que se segue depois disso é totalmente inesperado.

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Acho bem difícil de definir Twin Peaks. Ela é bem complexa e envolve personagens super excêntricos numa história policial, com elementos surrealistas, muito suspense e mistério e terror psicológico. E um pouco de humor também. Sabe aquela coisa ‘festa estranha com gente esquisita’? Então, é bem assim.

Talvez o que tenha me feito gostar tanto da série é exatamente essa complexidade. Com aquela característica bem clichê de cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo, mas ninguém se conhece de verdade. Os personagens são excêntricos, mas guardam muitos segredos que vão sendo relevados ao longo da investigação sobre o assassinato de Laura. Embora os personagens principais existam, de repente tá todo mundo envolvido naquela loucura. Quando a gente pensa que sacou qual é a de alguém, outros segredos são revelados e já ficamos perdidos de novo.

A série é dirigida por David Lynch, então já dá pra esperar bastante loucurinhas. Algumas passagens de Twin Peaks acontecem nos sonhos do Agent Cooper e as cenas são uma das coisas mais loucas que já assisti. A sensação é a de que estamos mesmo assistindo a um sonho e acho que isso é uma coisa super difícil de se materializar. Tá de parabéns..

Ou seja, gente, tem sonhos, tem um toco de madeira que faz super revelações, tem problemas adolescentes, tem romance na delegacia, tem muita choradeira. Deu pra perceber?

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Mas gosto de ser muito sincera e não poderia deixar de fazer um comentário. Twin Peaks foi lançada em 1990 e é uma série que foi feita pra TV. A primeira temporada teve 8 episódios e depois resolveram alongáaaa-la e fazer uma segunda temporada com 22 episódios.

A primeira é boa demais, é minha preferida e já assisti 3 vezes. Mas a segunda é meio enrolona em um pedaço, gente, não vou mentir. Tem um miolo dela que pode ser bem enjoado de assistir. Porém, série é aquela coisa, fiquei morta de curiosidade de saber o desfecho da história e não podia parar de ver. O final vale a pena, de verdade. Mas se você quiser parar de ver no meio do caminho não vou julgar. A primeira temporada é sensacional e não deixa nada a desejar.

 

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Amigos, se vocês estão procurando uma série nova pra assistir ou se estão querendo ver alguma coisa temática nesse mês das bruxas, fica aí minha dica do coração. A série não tem violência brutal e sangue jorrando, mas tem muito mistério e acontecimentos estranhos, então se você gosta de um bom suspense, Twin Peaks pode ser uma ótima opção.

E mais uma coisa: a série volta no ano que vem com 9 episódios especiais dirigidos pelo David Lynch. Laura Palmer avisou que a gente se veria de novo em 25 anos e irá cumprir a promessa. Quem aí tá super ansioso? Eu tô morta!

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Orange is the new black: algumas impressões

Então, OITNB é uma daquelas séries que eu sempre ouvia todo mundo comentar, mas nunca quis assistir. Sabe como é quando a gente pensa ah-acho-que-não-é-o-tipo-de-coisa-que-eu-gosto e adeus.

Mas daí, tenho um amigo, o Otávio, que assiste e gosta muito e, daí, vi (de relance, não queria ter spoilers haha) esse post da Isa. Pensei que os dois foram minhas duas influências pra assistir séries nos últimos tempos e os dois são pessoas maravilhosas, então… por que não? Também já não aguentava mais ver gifs super legais da série por aí, então foi o sinal que eu precisava!

Ainda estou no meio da segunda temporada, mas como sei que muitos de vocês assistem, e estou sonhando com a série quase todos os dias (de verdade!), achei que seria legal compartilhar as (seis) coisas que tenho pensado sobre.

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1.Dizer que uma pessoa é boa ou é má e que ela deve ser punida de tal forma por causa de tal coisa que ela fez me parece bem mais complicado do que parece. Justiça não é uma coisa simples e eu, pessoalmente, não acredito na justiça que temos hoje. Mas enfim, tenho uma experiência pessoal com alguém muito próximo que esteve na prisão e a série tem me feito pensar muito em como as pessoas, as vezes, são levadas a fazer coisas horríveis e como isso, definitivamente, não define quem elas são.

2. Junto com isso tudo aí, é impossível não pensar na condição da mulher não só dentro da prisão, como fora também. Como elas chegaram até ali, coisas que elas tiveram que se submeter pra terem uma vida digna, sustentarem suas famílias, conseguir dinheiro, serem aceitas, e como elas tem que continuar aguentando insultos, assédios, violências sem nem ter o direito de se defender. E essas são coisas que estão acontecendo aqui na nossa esquina, né gente, sem o glamour de Litchfield.

3. Isso tudo aí que eu falei só é possível porque são contadas histórias chocantes e incríveis sobre essas mulheres. Vale lembrar que a série é baseada no livro escrito pela própria Piper, que é a personagem principal.

4. Existem MUITAS maneiras de falar vagina em inglês, tô assustada! Será que alguém fez um glossário?

5. Eu queria MUITO ser amiga da Poussey! <3 <3 <3

6. Suzanne é a melhor personagem que você vai encontrar numa série! Tô louca pra conhecer a história inteira dela! <3

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Então, como falei, não estou em dia com a série, mas… estou amando. Tirando uns mimimis românticos que sempre aparecem (sou muito implicante com isso, sorry!), não tenho nada pra reclamar, exceto que só tem mais a terceira temporada pela frente, então acho que vou combinar com o Dudu de assistir mais devagarzinho. Mentira, nunca consiguiremos, hahaha!

É isso tudo, pessoal! Quem assiste aí? Estão amando também?

Um pouco de Twin Peaks…

Um pouco de Twin Peaks por motivos de: estou órfã de séries de suspense, com terror psicológico porém muito coerente com a vida, com pitadas de surrealismo e coisas fantásticas e bom humor, tipo Twin Peaks. Alguém tem alguma indicação?

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Se você não conhece, Twin Peaks é uma série criada por David Lynch e Mark Frost. Ela tem duas temporadas e estreou em 1990. E é maravilhosa, apenas.

Como Laura Palmer anunciou, eles estariam de volta em 25 anos. Então, em 2016 vão ser lançados alguns novos episódios especiais e já estou muito ansiosa! Se eu fosse você, parava de ler esse blog e iria atrás dessa série agora. Beijos.

Uma homenagem

O Filme de Aluguel de hoje é uma singela homenagem à minha avó Cleusa, que nos deixou ontem. Se existe realmente algo parecido com o que imaginamos que seja o céu, ela partiu desse planeta direto pra lá. Ela era a pessoa mais doce, mais gentil e bondosa que conheci. É com muita alegria que ficamos sabendo que ela poderia doar alguns órgãos, apesar da idade. É muito bom saber que um pedacinho dela ainda vai viver e trazer felicidade pra outras pessoas também.

A morte é um ritual meio temido pela maioria de nós, né? Mas por outro lado é também um momento bonito em que amigos e familiares se reúnem e compartilham as boas lembranças. Então, nesses últimos dias acabei ficando imersa nas memórias, lembrando de momentos bons, vendo fotos e vídeos antigos… Mas enfim, não quis expor ninguém, principalmente num vídeo para o youtube, então encontrei esse trecho em que só eu apareço.

E eu não poderia deixar de compartilhar esse acontecimento aqui no blog. A vida é feita de filmes bons, de coisas bonitas, de pessoas interessantes, mas também é feita desses momentos duros e crus e não nos resta outra saída a não ser encará-los.