Eu não sei o que fazer da vida e tá tudo bem

Eu venho tentando escrever um post com o título ‘Sobre ter 25 anos e não saber o que fazer da vida’. Num primeiro estágio, não conseguia terminar de escrever porque o tema é complexo. Num segundo estágio, mais recente, me senti boba demais. Parecia que eu tentava me justificar e, na boa, não tenho que provar nada pra ninguém.

Então, comecei a escrever um segundo post sobre essa bomba de ansiedade que os tempos atuais criam em nós que não sabemos o que fazer da vida, dizendo que temos que ser empreendedores, que somos a geração y-sei-lá-o-que, que temos todas as ferramentas, que temos que descobrir o que a gente ama e fazer isso para o resto da vida e etc e tals.

Resultado: estou no primeiro estágio desse segundo post, o tema é muito complexo e fico dando voltas e voltas. Acho que vou guardar tudo o que escrevo e mostrar um dia para meu futuro analista e ver se o que ele acha.

Talvez algum dia eu termine de escrever e compartilhe por aqui, mas por enquanto vou resumir as ideias e dizer: tá tudo bem não saber o que fazer da vida. Não precisamos provar nada mesmo pra ninguém, não precisamos transformar as coisas que a gente ama em trabalho e não precisamos deixar de fazê-las, não somos obrigados a responder a pergunta ‘e agora, o que você vai fazer?’, não podemos nos sentir mal em ter um trabalho que não é considerado glamouroso, não podemos comparar nossa vida com a de outras pessoas. Mas o principal: não faz mal não ter respostas imediatas, não faz mal ter dúvidas e não saber pra onde ir.

Eu não sei pra onde eu tô indo e tenho dito.

(Leandro e Leonardo resumiram bem essa situação na música Um Sonhador. Não tô de graça, ouve lá!)

 photo 6_escalator72520_zpsy62bzy4f.jpg

*a ilustração é do artista Masako Kubo.

WTF should I do with my life?

Se você tem vinte e poucos anos e nunca se perguntou o que é que você está fazendo ou que você vai fazer da sua vida, bom, que ótimo, acho que você começou bem. Eu, por exemplo, estou numa época em que acordo e vou dormir pensando nisso.

Acho que aquela crise que a maioria das pessoas tem na hora de escolher um curso pra fazer o vestibular ou na hora de procurar emprego depois de formadas só veio agora que estou no meio do mestrado. Mas acho até que faz mais sentido ter essa crise agora do que antes. Agora sei o que eu gosto, o que eu aprendi e o que ainda quero aprender. Claro que não é um processo finito, pelo menos pra mim, mas acho que tenho uma visão mais ampla das coisas e me conheço melhor do que quando tinha 17 anos.

Enfim, por enquanto essa é uma pergunta sem resposta e, de certa forma, talvez isso seja bom. Se você tem tanta certeza assim de tudo, a vida fica meio… sem graça, não?

Um amigo me mostrou um site que lida de forma bem engraçadinha com essa questão e eu quis compartilhar com vocês!

 WTF should I do with my life?

Essa foi a dica que saiu pra mim <3

 photo wtf_zps1c48ebe4.png

tra·ba·lho
(derivação regressiva de trabalhar)

substantivo masculino

1. .Ato de trabalhar.

2. Qualquer ocupação manual ou intelectual.

3. Cuidado que se emprega na feitura de uma obra. = ESMERO

4. Obra feita ou que se faz ou está para se fazer.

“trabalho”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/trabalho [consultado em 10-04-2014].