Um pouco de Jean Seberg

Um pouco de Jean Seberg, de cabelinho lindo e roupas confortáveis, para começar essa semana.

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Jean Seberg foi uma atriz norte-americana que começou sua carreira bem cedo, aos 17 anos. Em 1957, ela participou de uma seleção para o papel de Joana D´Arc no filme de Otto Preminger. Entre muitas candidatas, ela foi selecionada e assim iniciou sua carreira. Depois disso, fez também o filme Bonjour Tristesse, mas a fama veio mesmo depois de atuar em O Acossado, de Jean-Luc Godard, um dos primeiros filmes da Nouvelle Vague na França (e que, inclusive, merece um post à parte!).

Apesar de se tornado um dos rostos mais conhecidos da Nouvelle Vague, a carreira de Jean foi cheia de altos e baixos e, infelizmente, não teve um final feliz. Saber lidar com a fama e com as críticas não deve ser nada fácil pra alguém que está sozinho num outro país, tentando fazer algo novo… Encontrei essa entrevista em que ela conta um pouco sobre isso e sobre as dificuldades e pressões que sofreu no início de seus trabalhos com o cinema.

Então, pra quem não conhece, aqui está um pouquinho de Jean Seberg.

Crises existenciais e Anna Karina

Eu entendo totalmente quem não gosta de cinema francês, principalmente dos filmes mais antigos, da época da Nouvelle Vague, porque parecem longos, com acontecimentos meio vagos e diálogos enormes que as vezes não chegam a lugar nenhum. Mas não dá pra negar que as crises existenciais que rolam nesses filmes são bem realistas… Porque a vida, gente, ela não é carros explodindo e fugas do apocalipse zumbi e droners e high school feliz com questões que se resolvem tranquilamente depois de uma hora e meia. A vida, ela joga um monte de coisas na nossa cara e depois temos que ficar pensando sobre elas e tentar resolvê-las. É ou não é? (*drama*)

E no meu caso, Anna Karina sempre diz algo que eu já pensei ou que eu provavelmente iria pensar sobre a vida. Então, eis aqui oito momentos em que me identifiquei com as crises existenciais dos personagens interpretados por ela (e você não precisa saber nada de cinema francês ou Anna Karina pra se identificar também).

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(Bom, eu disse que você não precisa saber de nada pra se identificar, mas eu não vou deixar de fazer propaganda dos filmes que eu mais gosto! Então se quiser saber quais filmes são esses, é só passar o mouse sobre as imagens. E se quiser saber quem é Anna Karina, é só clicar no nome dela ali em cima, já cansei de falar dela por aqui. Mentira, não cansei!).

Boa sexta, galerinha!

Minha vida em 10 músicas

Acho que nesse processo final do mestrado a coisa que mais tenho feito é ouvir música, então posso dizer que fiquei animada quando a Ingrid, do Gosto de Canela, me marcou nessa tag.

E eu gostei do tema porque certamente as épocas da minha vida são todas marcadas por músicas – a Lívia que o diga, haha. Adoro essa sensação de ouvir alguma música e lembrar de uma fase boa! É uma pena que a gente lembre das ruins também, haha!

Uma música que te lembre um momento bom

A tag já começa de cara super difícil. Tem tanta, mas tanta música que me lembre um tempo bom!

Depois de horas (mesmo!) pensando, resolvi colocar essa dos Los Piojos porque conheci durante o intercâmbio que fiz com o Dudu pra Argentina e acabou sendo nossa trilha de viagem. Dias bons que mudaram minha vida!

Uma música que defina a sua vida

Ok, eu acabei de fazer um post sobre a MØ, acabei de descobri-la, mas… ela fez a música da minha vida. Meu Last.fm não me deixa mentir, haha. Só queria poder dar um beijo nessa mulher e agradecer!

Uma música que te faz dançar na balada

Eu não sou muito de balada, mas descobri num show há dois anos atrás que quero dançar enlouquecidamente se toca The Black Keys ou The Killers!

Uma música que foi tema de algum relacionamento

Digamos que não tem uma música tema que abarque todos os anos, mas essa fez parte de um momento!

 Uma música que sempre te faz chorar

Essa foi difícil de responder porque acho que não tem uma música que me faça chorar sempre. Isso vai muito do momento. Pode ser que uma música super boba e alegre me deixe com vontade de chorar porque, sei lá, se relaciona com o que eu estou vivendo.

Mas essa versão do Ney Matogrosso de Poema é bonita demais, acho meio triste, meio melancólica.

Uma música que seria toque do seu celular

Essas duas músicas já foram toque do celular por muito tempo. Acho que nos últimos 3 ou 4 anos só usei essas. O inicinho delas é ótimo durava o tempo certo até eu atender e não ficar insuportável pra quem estivesse ouvindo ele tocar, haha. Mas Fidelity fez bastante sucesso, todo mundo gostava. Troquei de celular agora e ainda não coloquei uma nova. Preciso pensar sobre isso!

Uma música que você gostaria de tatuar

Então, eu tatuaria a música da minha vida que é a da MØ.

 

Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém

Gente, Nouvelle Vague <3 É trilha pra muitas coisas.

 

Uma música que você está viciada agora (ou, pagando a língua)

Então, uma confissão: eu não gostava da Lana del Rey de graça. Simplesmente não tinha ouvido nada e dizia que não gostava. Eis que começo a ouvir e eis que começo a gostar bastante. Ontem ouvi Ultraviolence pela primeira vez inteiro e é maravilhoso!
Sendo assim, foi a maior pagação de língua da minha história musical por isso resolvi adaptar a pergunta hahaha

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você

Olha, eu não tenho totalmente certeza porque não me lembro de uma música que foi marcante assim pra outra pessoa, pelo menos não me lembro de alguém ter falado recentemente. Mas tenho uma pista de que Mobile deve fazer uma amiga lembrar de mim porque eu também lembro dela quando ouço, haha.

Fomos juntas no show da Avril aqui no Brasil em 2005 – meu primeiro grande show – e nessa época estávamos totalmente viciadas nas músicas dela. Só que na confusão do show, acabamos nos desencontrando. E eu fiquei totalmente enlouquecida quando ela tocou essa música porque a gente queria muito ouvir juntas. Então, eu fiquei numa muvuca chamando minha amiga e comemorando e ela em outra me chamando também, mas sem saber que a outra estava fazendo o mesmo, hahaha! Acho que virou “nossa música” na época.

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É isso, tem mais mil músicas que poderiam ter sido citadas nessas categorias, mas de vez em quando é bom ser mais objetivo, haha!

Espero que tenham curtido!

Eu indico a Thamires, a Larissa, a Yule, a Kat e a Ju! <3

Os cartazes dos filmes do Godard #2

Enquanto todo mundo está pulando Carnaval – ou talvez, descansando dele -, estou aqui lançando a segunda parte dessa série dos cartazes do Godard! (Se você não viu a primeira parte, clique aqui!)

Então, o que me dizem desse aqui? : )

Alphaville, 1965

Esse não é um dos meus filmes favoritos do Godard, mas foi o  que me despertou a vontade de conhecer a filmografia dele. Foi também por causa da Anna Karina nesse filme que eu cortei franja, então ele é meio especial pra mim, haha.

Eu tinha a impressão que todos os cartazes que encontraria de Alphaville seguiriam a mesma vibe noir do cartaz “oficial” francês. Mas não. O dinamarquês e o polonês são bem diferentes e coloridos.

Na ordem: França, Japão (1), EUA, Dinamarca, Itália, Polônia e Japão (2).

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Le Petit Soldat, 1963

Vi no documentário Godard, l´amour, la poesie – que conta a história do relacionamento entre ele e Anna Karina – que em Le Petit Soldat, fica claro o quanto Godard estava apaixonado por ela, pelas enquadramentos, pela forma como ele a filmava… Enfim, se isso é verdade ou não, nós nunca vamos saber. Só que agora fica contaminada com essa interpretação, haha.

Nenhum cartaz desses me chamou atenção propriamente. Menos o inglês, que é na vertical. Aliás, notei que quase todos os ingleses mais antigos eram assim! Pelo menos os do Godard. Vou procurar mais informações sobre!

Na ordem: França, Dinamarca, Japão, UK, França (2).

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Pierrot le fou, 1965

Bom, o que dizer? É um dos meus filmes favoritos do Godard. É também meu cartaz favorito de todos esse primeiro, da versão dos EUA. Queria muito encontrar para comprar ou então encontrar em uma boa resolução para imprimir, mas tá difícil!

Mais uma vez, os japoneses arrasando. O que é esse esse Belmondo usando óculos Absurda, hahaha? Ousadia total! O da República Tcheca também é lindo, super psicológico.

Na ordem: EUA, França (1), Alemanha, Holanda, República Tcheca, Japão, França (2), Itália.

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Weekend, 1967

Filme do Godard com a melhor sequência de todas da vida. Por isso, achei que o cartaz dos EUA para o relançamento do filme é o melhor deles. Ficou bonito demais da conta!

Na ordem: Itália, Japão, França, EUA e Alemanha.

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Especial de aniversário: alguns motivos para se gostar de Jean-Luc Godard

Eu estava esperando muito pelo dia de ontem e estava planejando fazer um post especial – na verdade, uma semana especial. Mas, só pra variar, não tive tempo, praticamente não fiquei em casa nas duas últimas semanas e ontem o wordpress estava dando uns paus e desisti de tentar postar. Entretanto, o que vale é a intenção.

Ontem foi um dia especial porque foi o aniversário de Jean-Luc Godard. Ele fez 83 anos e é um dos meus cineastas favoritos, como já disse por aqui. A questão é que eu já tentei várias vezes fazer um post sobre ele, mas simplesmente não consigo decidir por onde começar. Ok, poderia começar falando da vida dele, que ele é franco-suíço, estudou na Sorbonne e escreveu na Cahiers du Cinema. Poderia falar também que ele é um dos principais nomes da Nouvelle Vague, movimento artístico do cinema francês que começou na década de 60, que ele era amigo do Truffault e tal. Mas gente, isso tá tudo na wikipedia, haha. Sério, não vejo sentido em transpor tudo isso pra cá só pra ter no meu blog.

Então, pensando nisso, resolvi escrever as razões pelas quais eu gosto dele. O que faz bem mais sentido porque a época em que eu comecei a gostar Godard – o que é bem recente! –  foi a época em que eu conheci alguns dos meus melhores amigos.

Eu já tinha assistido Acossado – o primeiro longa de Godard – em uma aula na faculdade, mas nem liguei. No ano passado, nosso grupo de estudos de cinema, o Teorema, resolveu fazer um especial Godard e decidimos estudar a filmografia dele.

Começamos pelo Acossado, que já consegui ver com outros olhos. Mas quando eu vi Uma mulher é uma mulher é que tudo mudou. Eu nunca ia imaginar que alguém pudesse contar uma história de casal, um conflito tão comum em vários filme, de um jeito tão diferente. Eu não vou tentar explicar aqui pra vocês o que é diferente. É tudo, basicamente. O trabalho com a câmera, com o som, com os atores, a decupagem, a arte. Preciso de um post só pra falar disso, haha. Depois desse, vi Bande a part, La Chinoise, Le Petit Soldat, Elogio ao amor, Pierrot le fou, Viver a vida, Film Socialisme e outros (não necessariamente nessa ordem).

Nem todos eu acho super legais, alguns são chatos, outros continuo não entendendo, mas o que ficou pra mim e que me faz gostar tanto do Godard é que ele mostrou que é totalmente possível fazer um filme totalmente diferente de todos os outros. É possível inventar novas regras, novas metáforas, novas perspectivas e, na boa, f***-se, trate de fazer um esforço e pensar um pouco no filme antes de dizer, échatonãoentendinada.

Deleuze disse que Godard, na verdade, inaugura um cinema de pensamento. Não é que ele fez um pensamento sobre o cinema, ele fez o cinema pensar e tem uma grande diferença nisso aí, hein? Vamos pensar, haha.

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Apesar de todo o mal-humor e de ele não gostar que as pessoas gostem dele e dos filmes dele, Godard nem imagina que ele uniu um grupo de pessoas de tal forma que algumas foram até morar com as outras.

Por causa dos nossos estudos, acabamos fazendo um curta inspirado no Godard – que não está no youtube, Otávio e criamos um núcleo chamado Film Socialisme. Foi uma das melhores épocas do nosso grupo e se não fosse por isso, não teria encontrado as pessoas tão lindas que eu amo tanto até hoje, haha.

Não lembro muito bem porque os estudos acabaram. Acho que as pessoas decidiram que era hora de mudar. A verdade é que depois de Godard, as reuniões do grupo não foram muito pra frente, hahaha! Enfim, eu continuei vendo filmes, lendo livros sobre ele, etc, porque Godard é de fato uma inspiração. Pode achar que é pseudagem falar isso, mas acho que o mínimo que a gente deve fazer antes de pegar uma câmera é pensar. E foi o que eu disse no outro post, precisamos de outros olhares, outras sensibilidades. E pra isso Godard é um prato cheio, porque ele pega e faz do jeito louco porém sábio dele e pronto. Não pergunta se você gosta, se você quer. Apenas aceite e pense sobre isso.

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E cá estou eu, de novo, não sabemos mais o que falar sobre essa criatura. É estranho isso, né? Você fica ansioso pra falar sobre algo e quando chega a hora é tanta informação que quero despejar que não dou conta. Vou postar logo, antes que eu desista ou então que eu fique reeditando e reeditando aqui, hahaha.

Godard gravou agora seu primeiro filme em 3D, o Adieu au Langage, e estamos todos curiosíssimos pra ver o que esse senhor vai aprontar dessa vez. Feliz aniversário atrasado e obrigada aos amigos lindos que toparam embarcar nessa aventura do cinema de Godard que, acho, não tem mais volta, haha.

Au revoir!

Uma inspiração: Anna Karina – parte 3

Mais uma vez Anna Karina está no blog e por um motivo especial: hoje é seu aniversário! Sim, Anna Karina está completando 73 anos. Ela está uma senhorinha, mais mantém o estilo. Parece que não vai nunca abrir mão da franjinha e do delineador!

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Como já comentei em outros posts, Anna dançava, cantava, pintava e atuava muito bem. Então, para celebrar essa data, escolhi falar sobre o filme protagonizado por Anna que eu mais gosto, Une femme est une femme.

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Como já falei, é um dos meus favoritos de Godard. Resumindo bem, o filme conta a história de uma dançarina, Angela, que vive um dilema: ela quer ter um filho. Mas seu marido/namorado, Émile, não quer. No meio desse conflito, ainda tem um amigo de Émile, Alfred, que gosta de Angela e fica tentando umas investidas.

Assim como em outros filmes de Godard, a arte é muito bem trabalhada nesse, destacando as cores vermelho e azul. A vibe é toda bem alegrinha, tudo muito colorido, com um quê de comédia. Li uma vez em algum lugar que Godard se inspirou nos filmes de Keaton para as atuações de Une femme. Se é verdade ou não, não sei, mas faz bastante sentido. As atuações são exageradas e me parecem até teatrais. De certa forma, me dá a impressão de que as vezes ele ironiza as relações entre casais através disso.

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Fico na dúvida se o filme poderia ser classificado como musical também. Acho que eu falaria que ele é meio a meio. Tem muita música, mas quase todas elas parecem ser acionadas pelas ações de Angela, como no trecho lá de baixo. Essa questão sempre me pegou por causa de uma cena que tem logo no início do filme – mostrei no Anna Karina, parte 2. Angela está no cabaré, se preparando para sua apresentação. Um piano começa a tocar e ela entra em cena. Quando ela canta, porém, o som do piano some e ouvimos somente sua voz. Isso me dá a sensação de que o som que ouvimos é o que Angela ouve dentro da cabeça dela. Como se todos os sons fossem guiados pelo interior dela. Sacaram? Não? Não importa, estou viajando aqui também, haha! A trilha é do Michel Legrand e ainda não encontrei pra download : (

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Acho que já falei antes, mas se você nunca viu nada de Godard, acho que é uma boa começar com esse. Acho que é um filme que virou referência em vários âmbitos. Na moda, principalmente, tem vários ensaios inspirados no estilo de Angela. Inclusive algumas marcas lançaram catálogos todos no estilo de Une femme. É só dar uma futicada no google que vocês encontram.

Pra finalizar, escolhi uma das cenas do filme que eu mais gosto pra mostrar pra vocês! Acho que ela condensa todas essas impressões das quais falei aqui.

E aí, o que vocês acharam? Pra quem já assistiu, quais as suas impressões? : )

Uma inspiração: Anna Karina – parte 2

Como eu havia comentado no outro post, seria impossível falar de tudo que eu queria sobre Anna Karina, então achei melhor separar os tópicos!

Hoje, como é domingo e é dia de playlist, escolhi mostrar o lado musical de Anna. Porque, né, não basta ser musa, tem que cantar e dançar bem também, haha! Eu gosto dela, mas não vi todos os filmes. Confesso que só conheço seus trabalhos na época da Nouvelle Vague, então ainda não sei o que tem depois. Mas pretendo assistir, claro.

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A primeira música escolhida foi Ma ligne de chance, que ela canta em Pierrot le fou (Jean-Luc Godard, 1965). A música é uma gracinha e fica muito na cabeça depois que a gente assiste o filme. Ela faz um dueto também com um dos atores mais badalados da Nouvelle Vague, Jean-Paul Belmondo.

Uma mulher é uma mulher (1961) é um dos meus filmes favoritos do Godard. Não sei explicar o porquê. Acho que quando assisti, entendi tudo e saquei qual era a da coisa, hahaha! Se você nunca viu nenhum filme dele, indico esse como um dos primeiros.

Como contei no outro post, Anna atuou em um musical escrito por Serge Gainsbourg – também chamado Anna – e com o objeito de homenageá-la. Sendo um musical, fiquei na dúvida de qual cena eu postaria. Então escolhi essa música do final, Je N’Avais Qu’un Seul Mot a Lui Dire, em que ela faz um mais ou menos um dueto com Jean-Claude Brialy, seu par romântico. Uso essa música como meu toque de celular, hehe, o começo dela é todo instrumental, mas aí no filme eles cortaram.

Vou finalizar com essa cena super-hiper-mega clássica da Nouvelle Vague. Eu sei, Anna Karina não canta, mas está dançando nela. Pra quem não conhece, o filme é Bande à Part (1964) também de Jean-Luc Godard. Impossível não querer gravar um vídeo imitando essa cena depois de assistir, hahaha! Esse é um dos que indico como um dos primeiros a assistir se você não viu nada de Godard.

Agora as pessoas já sabem porque tenho esse óculos, hahaha! Bom domingo, gente, espero que tenham curtido as dicas. Ah, e a série sobre Anna Karina ainda não acabou.

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Uma inspiração: Anna Karina

Depois de quase uma semana, cá estou eu. Fiquei de molho esses dias por conta de um ser microscópico que resolveu comer todos os meus nutrientes… Mas estou me recuperando! (:

Bom, nesses dias, entre terminar trabalhos atrasados do mestrado, escrever no blog, ler qualquer coisa e tentar ir na academia, resolvi ficar embaixo das cobertas, hahaha! Então agora que voltei, resolvi abandonas as ideias de post que eu tinha e escrever sobre algo que eu adoro/me empolgue/me deixe feliz, etc.

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Então, hoje vocês vão conhecer uma das minhas musas inspiradoras, haha: Anna Karina. Ela já apareceu neste e no último post aqui no blog. Seu nome verdadeiro é Hanna Karin Blarke Baye e ela é uma atriz/modelo dinamarquesa, que foi uma das principais atrizes do movimento Nouvelle Vague. Ela foi casada por um tempo com Jean-Luc Godard (ainda estou devendo um post!) e atuou em muitos dos seus filmes.

Ela já contou em mil entrevistas como ela saiu da Dinamarca e foi pra França e conheceu Godard, mas não contar os detalhes aqui. Procurem no youtube! hahaha Resumidamente, ela era atriz de teatro na Dinamarca e foi pra França tentar a sorte. Lá, uma mulher de uma revista a viu na rua, gostou dela, tirou fotos dela. Depois a Anna fez comerciais pra TV e foi assim que Godard a conheceu. Masss, em uma entrevista ela diz que os irmãos dela a chamavam de feia e não sei mais o que, o que deu a entender que ela fugiu de casa. De fato não existem mais fotos dela com os familiares e ela nunca falou deles, então não dá pra saber.

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Anna Karina bem novinha em um de seus trabalhos como modelo em 1959.

Como eu conheci a Anna Karina? Bem, foi no filme Alphaville, do Godard. Não sei explicar porque gostei tanto dela de cara. Talvez porque eu tenha gostado muito do filme, da personagem e do cabelo dela, hahaha! Na época eu estava numa crise com meu cabelo, queria mudar o corte e tal. Quando vi a Anna, pensei: é isso, vou cortar franjinha! Então cortei e de quebra minha irmã tirou algumas fotos minhas inspiradas de fato na Anna Karina de tão apaixonada que eu estava, hahaha!

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Aphaville, 1965.

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Apenas eu, feliz.

Depois disso, o grupo de estudos em cinema que eu participava no ano passado começou a estudar os filmes do Godard e daí foi só amor. Pelos dois! Vou colocar aqui embaixo alguns filmes que ela participa que eu gosto mais e já fica de dica pra quem quiser assistir ;)

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Vivre sa vie, 1962.

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Le Petit Soldat, 1963.

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Pierrot, le fou, 1965.

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Une femme est une femme, 1961.

Mas a vida dela não foi só os filmes da Nouvelle Vague. Ela fez muitos outros, claro, inclusive um musical escrito pelo Serge Gainsbourg em 1967. Anna foi dedicado à ela e todo seu talento como cantora pode ser explorado. Desconfio que esse seja um filme não tão conhecido assim, mas vale bastante a pena porque a história é bem legal. E tem outra curiosidade: ele foi o primeiro filme colorido feito pra TV francesa. Ele não tem permissão para ser incorporado aos sites, então clique aqui para assistir!

Nossa, escrevi, escrevi e ainda tem mil coisas pra falar! hahaha Mas sei que é muito chato post grande u.u Queria explorar mais a atuação dela em alguns filmes, mas acho melhor voltar depois com calma. Quem sabe até lá vocês não assistem alguns dos filmes aí de cima, se já não assistiram (:

Termino apenas com um lamento: ela esteve no Brasil no ano passado muito longe daqui. Anna Karina foi a homenageada do Festival Internacional de Brasília e até cantou uma das canções do musical. Apenas isso.

Agora voltei com tudo!

Au revoir!