Em cartaz #36: Czechoslovakian school of animated film

No meu vício de colecionar pôsteres legais e bonitos, acabei caindo no site Terry Posters e encontrando essas belezas.

Estes são cartazes de filmes infantis produzidos na antiga Tchecoslováquia durante um período conhecido como Czechoslovakian school of animated film (algo como Escola tcheca de filmes animados). Eu não conheço nenhum, infelizmente. Aliás, acho que tive pouco ou nenhum contato com filmes de animação de outros países, ainda mais antigos, que não sejam os que vi na TV ou no cinema quando era criança.

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Embora eu tenha gostado de todos (e mais outros mil que estão lá no Terry Posters), acho que alguns dos meus preferidos são estes abaixo, que tem traços bem simples e, eu diria, divertidos. Parecem desenhos feitos por crianças e por algum motivo isso me faz gostar mais deles.

No geral, os pôsteres me chamaram atenção porque são coloridos e alguns bem minimalistas. Eu não sei ler nada disso que está escrito neles, então não dá pra saber bem sobre o que é o filme. Mas o design, as cores e as formas como os desenhos estão distribuídos no espaço me parecem não tão convencionais. Além de pôsteres de filmes, poderiam facilmente ser quadros ou capas de livros.

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Para acessar o link direto com o nome dos filmes e dos artistas que criaram os cartazes, é só clicar em cada imagem. E pra quem se animar, lá no site alguns deles estão à venda!

Boa semana, pessoal!

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Em cartaz #31: Submarine

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Submarine está na minha lista há tempos. E fico feliz em anunciar que ele é o primeiro filme da meta que fiz para esse ano (lembram?) que aparece aqui no blog.

Impressões antes de assistir ao filme: cartaz bonito, história boba.

Impressões depois de assistir ao filme: cartaz bonito, história boa, contada de um jeito bem diferente, leve, divertido e fantasioso. Tudo que eu precisava.

O filme é narrado em primeira pessoa por Oliver Tate. Na escola, ele é aquele garoto meio desajustado, com problemas de socialização, mas que acaba gostando de Jordana, uma menina da turma, totalmente diferente dele, cheia de personalidade e atitude.

Ao lado dessa trama, acompanhamos outra, que envolve a estranha relação que Oliver tem com os pais. Um tanto intrometida, eu diria, mas que faz muito sentido depois quando ele descobre que o casamento deles pode estar sendo ameaçado.

 photo tumblr_mas3lrTHGt1qbexr4o1_1280_zpslpv9mbye.jpg(fan made poster por Jack Watkins)

 

O filme é dirigido por Richard Ayoade, que depois descobri ser o mesmo diretor de O Duplo (outro filme que gostei bastante e comentei aqui). Não sei nada do diretor, mas já considero pacas, haha.

Foi meio inevitável para mim comparar o estilo de Submarine com o trabalho do Wes Anderson, por mil motivos. Primeiro, esteticamente. Os cenários são muito cheios de elementos que ajudam bastante a mostrar a vida dos personagens e eles praticamente vestem as mesmas roupas durante todo o filme. Os movimentos de câmera e enquadramentos são precisos – por exemplo, enquadrar pessoas e objetos bem no meio da tela. Acontece muitas vezes – e há vários closes em elementos que são importantes pra história – uma fita cassete, um bilhete, uma carta.

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Todos os personagens também tem a personalidade muito bem delineada e isso não se modifica muito ao longo da narrativa. As vezes eles acabam transformando situações simples e algo muito complexo ou dramático. E tudo isso é contado através de diálogos inteligentes e, claro, uma trilha sonora maravilhosa.

Deem uma olhada no trailer pra vocês sentirem do que eu estou falando.

Infelizmente não encontrei muitos cartazes do filme. Infelizmente não, porque o oficial é bem bonito e dá conta do recado, inclusive do título, que não vou explicar aqui, claro.

Encontrei esses cartazes fan made, que foram os poucos que identifiquei os autores. Tem outros por aí, mas prefiro postar aqueles que eu possa dar o crédito, afinal é um trabalho e muito bom e que eu gosto bastante.

O preto e branco foi meu preferido, pra variar.

 photo dc168cbb766d606380a85977c1a69ad0_zpstqtf79de.jpg(por Sad Disco *o tumblr não existe mais)
 photo f0115a33ef5125d070433dd208307382_zps7ttzynri.jpg(por Steve Womack)

 

Confesso que depois desse tempo senti uma certa dificuldade em escrever o post, haha. Mas enfim, o blog está de volta! Minha banca de mestrado vai ser no dia 16, mas agora a vida já está entrando novamente nos trilhos.

Espero que tenham gostado da dica do filme. E se alguém já assistiu, não deixa de me contar o que achou! (E ouçam a trilha! Sério, é muito boa!)

 

Em cartaz #29: León, The Professional

Para começar o ano bem, o primeiro post de 2015 vai ser sobre um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos. Com certeza é também um daqueles que estavam na minha lista esperando há muito para para ser escolhido. Vários de vocês já comentaram sobre ele por aqui e eu deveria ter assistido antes!

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León, León: The Professional, O Profissional são algumas variações do título desse filme belíssimo do Luc Besson, lançado em 1994.

Ele conta a história do encontro entre León e Matilda. Ele, um assassino profissional, impecável no trabalho que faz, quase um mágico, tamanha destreza e habilidade para matar pessoas. Ela, uma garota de 12 anos, que mora com o pai, o irmão, a madrasta e sua meia-irmã. Uma família problemática, para dizer o mínimo.

Um dia, toda sua família acaba sendo assassinada devido ao envolvimento do pai com o tráfico de drogas. Matilda se safou porque havia ido ao mercado comprar coisas para casa e também um litro de leite para seu vizinho, León. Ao voltar e ser surpreendida com a situação, ela não tem onde procurar abrigo, a não ser com León. Os dois não são íntimos, mal se conhecem e, relutantemente, ele aceita ficar com ela por um tempo. E ela está decidida a aprender o ofício de León, para vingar a morte de seu irmão, o único com que ela realmente se importava.

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Confesso que não fiquei muito empolgada com os cartazes. Os originais mais divulgados por aí (os dois primeiros) tem bastante cara de cartaz de filme de ação dos anos 90 e não são lá muito atraentes. Mas existem vários trabalhos legais feitos por fãs e também versões de outros países mais interessantes.

Mas os motivos pelos quais eu gostei do filme são muitos. Então, vamos lá.

Primeiro: acho que todos aí conseguem identificar que é a Natalie Portman nos cartazes, certo? Na época, ela tinha entre 12 e 14 anos (não sei ao certo quanto tempo durou a produção do filme) e este foi seu primeiro longa-metragem. Gente, não tem outra forma de dizer isso, ela simplesmente samba na cara de todo mundo nesse filme. Essa mulher nasceu pra atuar mesmo, não tem jeito!

O filme não é delicado, não tem temas delicados e Matilda é uma personagem sofrida e forte, que lida com o amor e a morte de formas intensas. Foi uma estreia poderosa para uma pessoa tão jovem, sem dúvidas. (Encontrei no youtube o vídeo com o teste da Natalie para o filme, vale a pena assistir!)

Vi uma entrevista em que Natalie conta como foi dureza os pais a deixarem atuar no filme. Claro, não deve ser exatamente a personagem que os pais sonham para suas filhas de 12 anos. Parece que eles colocaram várias condições para que ela pudesse participar e Luc Besson acatou. Por exemplo, Natalie conta que eles pediram que ela aparecesse com cigarro apenas 5 vezes durante o filme todo e que nunca deveria tragar. Algumas cenas com conotações sexuais também foram retiradas do roteiro.

Fico feliz que Besson tenha aceitado, de outra forma pode ser que Natalie não tivesse uma estreia tão boa no cinema (mentira, ela teria sim!). E enfim, acho que o filme está no ponto certo. Talvez se tivesse sido mais explícito, seria no mínimo estranho e desconcertante.

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Eu adoro filmes em que há personagens principais crianças, mas que não sejam para crianças, e sim sobre elas e esse é mais um motivo que me fez gostar de León. Ele é assim e conquistou meu coração logo nos primeiros minutos.

Ao mesmo tempo que notamos como a garotinha é forte, ao longo do filme vai se aflorando por trás de toda aquela carcaça de matador profissional, o lado mais sensível e doce de León. Acima de tudo, acho que esse encontro inesperado e a forma como a relação deles se desenvolve é o que mais me fez gostar do filme.

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Se você não assistiu, fica a recomendação, a primeira do ano! Para quem tem curtido essa vibe anos 90 também indico muito o filme. A direção de arte é excelente e Matilda é uma garotinha com muito estilo.

Me lembro que muitos de vocês já citaram o filme nos comentários, então quero saber o que vocês acharam! Me contem aí!

Os cartazes são do site the image kids has it.

Em cartaz #28: Palo Alto

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Sou dessas que também assiste o filme por causa do cartaz e quando vi esse de Palo Alto, logo fui procurar por ele. Confesso que vi o trailer e resolvi assistir sem expectativa, mais porque o filme foi dirigido pela Gia Coppola, que é neta do Francis Ford Coppola e eu meio que gosto da família. Mas achei que seria um romance desses mamão com açúcar.

E olha, não é não.

O filme conta um período da vida de dois adolescentes, April e Teddy, que hora se entrecruzam, ora não. Eles estão no high school na cidade de Palo Alto, que é onde vai se desenrolar a história. Logo no começo do filme já fica claro que April e Teddy se gostam, mas é aquela relação esquisita de adolescente em que nenhum dos dois diz nada para o outro.

Mas o filme não é exatamente sobre isso. Ele se ramifica em diversas sub-histórias. Explora a relação de April com suas colegas de sala, seus parentes e seu treinador de futebol, Mr. B.; e a relação de Teddy com seu melhor amigo Fred – o típico amigo “encrenqueiro” – com a violência e o sistema judicial juvenil e com seus impulsos artísticos.

Como comentei, ora essas histórias se esbarram, ora são exploradas mais pontualmente.

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O filme foi feito com base num livro de contos escrito por James Franco, que faz o papel de Mr. B. No making-of, Gia conta que ela sempre gostou de high school movies, que é como eles chamam esse tipo de filme, e era o que ela queria fazer. E acho que foi muito bem sucedida.

Não conheço o high school nos EUA, talvez uma visão estereotipada dele, mas acho que o filme coloca várias questões que são muito próprias da adolescência e do momento atual que vivemos. A futilidade e a crueldade das meninas, o tédio, a falta de perspectiva, os laços de amizade que são facilmente desfeitos, a forma infantilizada com que se começa a vida sexual, a violência descabida e inconsequente.

Não quero ser moralista e gostei do filme exatamente porque ele não tenta dar uma lição de moral no fim. As relações são complexas e as coisas não acontecem por motivos óbvios e lógicos sempre.

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Enfim, não quero ficar falando muito da história aqui. Mas é um filme bem calmo e delicado e me fez ficar nostálgica em algumas partes. Além de tudo, é muito bonito de se ver. Tem planos bonitos com cores bonitas – que acho que podem render um post a parte porque valeria muito a pena.

Ele é de 2013, bem recente, então acho que encontram fácil pra assistir por aí. É o primeiro longa de Gia Coppola e, preciso dizer, quem dera eu começar a carreira com um filme assim! Se vocês quiserem ver mais, o filme tem um tumblr oficial com várias fotos e gifs.

É isso. Fiquem com o trailer e com minha recomendação!

Em cartaz #25: Wait Until Dark

Acho que de todos os filmes com a Audrey Hepburn que já assisti, Wait Until Dark – ou Um clarão nas trevas, em português – é o primeiro em que ela não faz o papel de uma mocinha envolvida num romance. Quer dizer, tem romance, mas ela está muito diferente de outros papeis que já fez. Ele é de 1967 e foi dirigido por Terence Young.

Eu descobri o filme nesse vídeo que comentava algumas das cenas mais terríveis/assustadoras de filmes. Quando vi que citaram uma cena de um filme com a Audrey logo me interessei.
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Certa feita, um homem acabava de descer do avião quando uma mulher estranha lhe entregou uma boneca e disse para fazer o que quisesse com ela. Boneca, esta, que estava recheada de heroína. O homem, Sam, dá a boneca para sua mulher Suzy, que havia ficado cega há pouco tempo por conta de um acidente de carro. Um dia, Suzy recebe a visita de um homem desconhecido que se passa por amigo de Sam. Ele e mais dois outros criminosos estão atrás da boneca. Os três se passam por policiais e inventam outras histórias para enganar Suzy e conseguir descobrir onde está a boneca sem que ela note nada.

O filme é bem legal e embora tenha sido citado no vídeo sobre cenas aterrorizantes, ele é de suspense. É realmente muito angustiante ver um filme em que a personagem principal é cega é enganada. Sem dúvida essa foi a coisa mais aterrorizante pra mim.

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Fiquei curiosa a respeito dos cartazes do filme e, uau, encontrei muitos! Parece que o ele rodou o mundo todo, tem muitas e muitas versões e selecionei as mais diferentes e as mais legais.

Achei bem interessante como em vários eles os olhos ganham destaque. O mais original, pra variar, é o polonês, aquele ali de cima só com os olhos. Nem precisava dizer qual é, acho que vocês identificariam facilmente.

Outro elemento que aparece bastante é o fósforo e o fogo. Suzy fica cega, na verdade, por causa da fumaça que havia no momento do acidente de carro, então ela tem uma relação com o fogo que aparece em várias cenas do filme, inclusive em uma cena crucial que está retratada em alguns cartazes.

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O último cartaz – que parece estar cortado, uma pena – é o melhor de todos. A mensagem que está escrita nele é mais ou menos essa: “Durante os últimos oito minutos desse filme, o teatro escurecerá até o limite legal para aumentar o terror do clímax, que acontece em quase total escuridão da tela. Nos setores em que fumar é permitido, será pedido respeitosamente para que os clientes não atrapalhem o efeito acendendo um cigarro. E claro, ninguém estará sentado nesse momento”.

Simplesmente uma jogada de marketing genial! Quem não quer ver um filme com esse aviso?

Então é isso, esses são os cartazes dessa semana. Me contem se vocês já assistiram o filme! E se não assistiram, acrescenta aí na listinha. Principalmente se você gosta da Audrey! É a chance de vê-la em um papel bem diferente!

Boa semana, pessoal!

E um super obrigada a todos os comentários que tenho recebido recentemente. Fico feliz que vocês se identifiquem com o blog! <3

* Os cartazes são dos sites MoviePosterDB e IMP Awards.

Em cartaz #23: O Exorcista

Quando eu era mais nova, ou quando eu comecei a ir nas locadoras sozinha, eu basicamente assistia três tipos de filmes: desenhos animados, comédias românticas e terror/suspense. Eu me lembro que meu pai não gostava muito que alugasse os de terror e ficava selecionando qual eu poderia ver ou não, com toda razão, né?

Mas tem certos filmes que são muito bambambans, a gente acaba ouvindo falar deles e querendo assistir. Foi assim com O Exorcista. Eu sempre ouvia falar dele como o melhor filme de terror, horrível, muito assustador, nojento, etc… e claro, eu no auge da adolescência, queria assistir. E óbvio, morri de medo, fiquei super assustada, mas, por causa do auge da adolescência, super me fazia de durona, ria do filme, ficava rindo do vômito verde, etc, hahaha, só que por dentro…

E, só pra completar, eu descobri na biblioteca da escola o livro homônimo que inspirou o filme escrito por William Peter Blatty. Eu era ratinha da biblioteca e fuçava em todas as prateleiras. Me lembro que ele estava num cantinho bem escondido e quando levei pra bibliotecária – tia Maria Inês, saudades! – ela não queria deixar eu levar de jeito nenhum, haha! Brigou comigo e tudo, mas no final acabei levando.

Depois, acabei encontrando o  livro num sebo. Também estava jogado num cantinho, todo amassado. Acho que as pessoas não tem muita simpatia pela história, né? Não estava em boas condições, como vocês podem ver. Mas o ex-dono deixou uma assinatura na contracapa e o livro é de 74, apenas um ano depois do lançamento do filme e já era a sexta edição. Sucesso total.

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Bom, lembrei dessa parte da história da minha vida com o cinema e resolvi trazer os cartazes do filme aqui para o blog.

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Se você nunca assistiu e não conhece a história, O Exorcista é um filme de 1973, com o roteiro escrito pelo próprio William Peter Blatty e dirigido por William Friedkin.

Tudo se passa em Georgetown. Chris McNeil é uma atriz e está participando de uma filmagem na cidade. Ela tem uma filha de 12 anos, Regan. Depois de brincarem com uma mesa Ouija, coisas estranhas começam a acontecer com a menina. Ela tem convulsões, fica violenta, diz coisas sentido e reclama que sua cama se movimenta sozinha. Percebendo que a coisa parece séria, Chris a leva no médico, mas ninguém consegue descobrir o que Regan tem. A situação piora quando a menina começa a demonstrar poderes sobrenaturais, troca de voz, adquire muita força e faz movimentos absurdos com o corpo. Chris percebe que aquela não é sua filha e, notando que o buraco é mais embaixo e que os médicos não podiam fazer mais nada, ela vai até a igreja procurar ajuda com o padre Karras, que é também psiquiatra. Decidindo por fazer um exorcismo, ele chama às pressas o padre Merrin, um exorcista experiente para ajudar.

A cena que está nesses primeiros cartazes é a chegada no padre Merrin na casa de Chris. É interessante notar que, apesar da história ter como foco Regan e sua transformação, o livro e o filme se chamam O Exorcista, então, para mim, esses cartazes fazem todo o sentido. O primeiro é meu preferido.

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Nessa minha pesquisa de cartazes – já estou no 23º post! – tenho notado que quanto mais antigo o filme, mas opções de cartazes existiam. Artistas do próprio país os desenhavam e isso é muito interessante porque eles ficam, digamos, personalizados culturalmente. Hoje em dia tudo parece meio padronizado, né? Mudam só o título para a língua do país em que vai ser exibido, as vezes mudam alguma cor, a posição dos elementos, mas no fundo são todos muito parecidos.

Sempre comento como os da Polônia são totalmente diferentes dos outros e, de fato, são. O polonês da vez é esse vermelho aqui embaixo. É bem louco, não consigo imaginar o porquê da referência da cobra ali. Talvez esteja esquecendo de algum detalhe da história, mas, sem dúvidas, destoa dos outros. Ali em cima eles são, na ordem, do Japão, Suécia, Turquia e Austrália. Gostei muito do japonês. A referência à janela foi uma excelente ideia. Não vou contar o que acontece nela, mas enfim, ficou ótimo, bem instigante.

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Eu sei que não é um filme muito agradável e confesso que não faz muito mais meu estilo hoje em dia. Gosto de assistir terror/suspense mais pra me divertir com os amigos ou com minha mãe e irmã, haha. Mas se eu estou em casa sem ideias do que assistir, filmes de terror não são mais minha primeira escolha.

De qualquer forma, O Exorcista me marcou bastante e, com certeza, a vida de muita gente. Ele foi um fenômeno na época do lançamento. Assisti um documentário sobre isso e vou colocar em breve nos ‘Filmes da Semana’. Pra década de 70, fico bem impressionada com os efeitos especiais do filme também. E, claro, são espetaculares a atuação e caracterização de Linda Blair, que era realmente uma criança naquela época. É impressionante a maneira como ela incorpora o personagem. Como transformar uma criança fofinha em um demônio? Não deve ter sido nada fácil. Tem muitos vídeos de making of no youtube. Se vocês gostam, vale a pena procurar!

Então, me contem, vocês já assistiram O Exorcista? Como é a relação de vocês com filmes de terror? A maioria das pessoas que eu conheço não gosta!

Beijinhos e boa semana, gente!

* Os cartazes são dos sites MoviePosterDB e IMP Awards.

Em cartaz #21: No

Estava na dúvida de qual cartaz postar hoje, mas todo esse clima de eleição me fez lembrar do No, um filme de 2012 dirigido pelo chileno Pablo Larraín.

Em 1988, o Chile tem que decidir, através de um referendo a permanência de Augusto Pinochet no governo, depois de 15 anos de ditadura. Pela segunda vez, o próprio Pinochet abriu o referendo, e a população deveria votar sim ou não, o que poderia dar a ele mais oito anos governando o país. A campanha do No contrata um jovem publicitário exilado do Chile, Rene Saavedra (Gael García Bernal), para pensar em novas estratégias e tomar a frente das propagandas.

O filme é baseado em uma peça do escritor chileno Antonio Skármeta, mas a história é real. A campanha ousada do No venceu e Pinochet finalmente saiu do poder.

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Os cartazes são bonitos e chamativos! Quando vi nos cinemas aqui de JF lembro que chamaram muito minha atenção (nem foi por causa do Gael, gente, nem foi… haha). Mas as cores tem uma razão de estarem aí, elas remetem à verdadeira identidade da propaganda criada por Rene. O primeiro cartaz é uma reprodução perfeita da arte usada de fato na campanha. Encontrei esse vídeo com as propagandas reais do Si e do No, se vocês quiserem ver.

O arco-íris tem muitas significações. Para mim, nesse contexto do filme, me lembra esperança, uma boa mudança repentina, um final feliz. Achei muito bom como eles usaram as cores em toda a extensão dos cartazes, com esse efeito de degradê entre elas. E acabou criando um contraste interessante com a imagem do Gael, que está sério e tenso.

Com exceção do último cartaz – que ficou com super cara de drama familiar, na minha opinião – essa ideia de brincar com as cores aparece em todos os outros. Ficou com uma cara meio hipster, talvez, mas achei que combinam com o filme e com a campanha do No.

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Meus preferidos, sem dúvida, são os dois primeiros. Claro que ver a cara do Gael é ótimo, mas achei mais clean e mais anos 80 o primeiro cartaz e talvez eu goste mais dele no geral. Pra quem não conhece a história do Chile e não sabe do que se trata, acho que acaba sendo mais instigante também.

Por falar nisso, vale contar que o filme foi gravado com U-matic, um tipo de fita de vídeo usada naquela época, então as cores e textura da imagem são reais e parecem realmente produzido nos anos 80. Em vários momentos do filme foram inseridas imagens de arquivo da campanha e dos protestos da época, então dá pra notar como as imagens se mesclam bem.

Vou deixar o trailer aqui pra quem não conhece o filme. Acho que é um bom momento para assisti-lo. Embora – pelo menos no meu círculo de convivência – parece reinar um clima de desilusão nessas eleições, um desânimo geral, uma falta de esperança, temos alguns episódios na história que nos lembram que as coisas podem mudar e ser diferentes. Fica a recomendação!