Em cartaz #35: John and Mary

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John and Mary se conhecem em um bar. Os dois engatam numa conversa interessante e Mary acaba indo para a casa de John. Na manhã seguinte, Mary acorda no apartamento daquele cara que ela nem sabe o nome e começa a andar pela casa tentando descobrir um pouco da vida do sujeito. John, depois que acorda, faz o mesmo movimento. Observando Mary, seu jeito, seus pensamentos, tenta entender com quem ele está sentado tomando café.

O filme é construído basicamente, e literalmente, sobre os pensamentos de John e Mary sobre o outro. Eles pouco conversam, o que mais ouvimos são seus pensamentos. Eles presumem coisas, tentam adivinhar, constroem futuros e o destroem logo em seguida, se julgam e brigam um com o outro dentro da cabeça sem nem ao menos se conhecerem.

Julgar as pessoas pela aparência, através de nossos próprios preconceitos, é tão feio, porém tão normal de acontecer, né gente? Quando a gente menos espera, podemos estar jogando fora uma coisa legal por causa desses comportamentos. Eu gostei do filme por causa disso, é bem simples e meio que coloca uma lupa nesse problema específico da desconfiança quando não conhecemos alguém.

 

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John e Mary é uma adaptação do livro homônimo escrito por Mervyn Jones, foi dirigido por Peter Yates e lançado em 1969. Apesar de ser ter Mia Farrow e Dustin Hoffman nos papeis principais, dois atores bem queridinhos naquela época – Mia havia acabado de fazer O Bebê de Rosemary – o filme parece não ter tido muita repercussão.

Nem encontrei muitos cartazes, como vocês podem ver. Esta segunda versão foi feita pela artista Miyuki Okashi, e achei bem mais interessante do que o poster oficial. Acho que é a primeira vez que encontro um cartaz feito – ou com o efeito – de aquarela.

Bom, pessoalmente, acho um filme bem realizado e, inclusive, um prato cheio pra quem gosta da moda e design dos anos 60/70. John era um amante do design e seu apartamento parece todo modernoso pra época, o que chama a atenção de Mary também. Eu não sei nada de arquitetura, gente, mas parece super chique. E Mia Farrow, toda bonita com esse pixie cut e vestido de gola peter pan, dispensa comentários!

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No ano passado, na semana do dia dos namorados, fiz um post com uma lista de filmes anti-dia dos namorados. Pra não repetir a negatividade, resolvi trazer esse porque é, de certa forma, esperançoso e nos faz pensar na forma como agimos nesse processo de conhecer alguém novo. Acho que não deve ser um filme difícil de encontrar, mas ele está completo no youtube!

Agora, momento desabafo, quase não tenho assistido filmes, gente, socorro! O que vocês tem visto de bom? Me contem aí!

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Young Mia Farrow

Essa não é a primeira e provavelmente não será a última vez que Mia Farrow aparecerá nesse blog.

Ela foi capa da revista Life em 1967, bem no início da sua carreira, com apenas 22 anos. Essas são algumas fotos raras que não foram publicadas pela revista. Todas são do fotógrafo Bill Epridge.

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Enfim, o que dizer? Mia Farrow só sendo maravilhosa mais uma vez.

Lindas, ela e as fotos! Tem muitas outras no site da revista.

Figurino #1: O Bebê de Rosemary

Acho que já falei por aqui que gosto muito de Direção de Arte. Pra mim é uma das partes mais importantes na produção de um filme porque – quando bem feita, né – deixa com cara de real aquilo que você quer filmar. Ou seja, você tem que criar o mundo no qual os personagens vivem e fazer parecer de verdade. SÓ isso, haha! Como se fosse muito fácil…

E daí que olhando umas fotos da Mia Farrow, um dia encontrei um croqui original do figurino de O Bebê de Rosemary, um dos meus filmes favoritos. Achei super interessante e fui atrás de outros, mas só encontrei mais um. A dona dos desenhos é Anthea Sylbert, que foi figurinista deste e de outros filmes famosos como Chinatown e King Kong!

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O figurino tem um papel importante não só para construir a personalidade do personagem, mas porque pode também ajudar a contar a história. O jogo de cores e estampas, por exemplo, pode ser muito útil para deixar transparecer o humor ou estado de espírito do personagem.

Não encontrei nada “oficial” sobre isso, mas no caso deste filme, acho que o figurino fez muito bem o papel de deixar Rosemary com ar de menina ingênua e pura que contrasta muito com a criatura que ela pariu no final, haha! Não sei as nomenclaturas usadas pelo pessoal da moda, mas as roupas são todas muito femininas, com golas peter pan e trapézio, que junto com esse cabelinho deixam ela fofa, né? Os vestidos de gola quadrada, com estampas de listras, bolinhas e xadrez em tons pastéis compõe todo um visual meio scholar girl. Era o que se vestia nos anos 60, mas não sei, tenho a impressão que neste filme eles deram a ela um aspecto mais infantil e frágil, justamente pra criar o clima da história.

Enfim, o que vocês acham disso? Eu acho tudo lindo, porque ela é linda e as roupas também, haha! E se você não assistiu ainda, fica uma super dica de filme!

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Fonte: Stylelovely

Cabelo curto: meu dilema

Cá estou eu, entre finalizar alguns trabalhos e pensar na minha mudança, quando me deu uma super vontade de escrever sobre esse dilema besta que eu tenho, haha!

Como contei em outro post, eu sempre preferi cabelo curto. Claro que já deixei crescer, também já fui loira, já tive as pontas laranjas, enfim… vivi minha adolescência muito bem se tratando desses assuntos, hahaha! Agora tô na fase de deixar o cabelo natural e mais curto.

Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas agora que eu cortei, to querendo cortar mais e mais! Essa semana eu estava lendo o Oh, fashion blog! e fiquei com super vontade de passar a tesoura. A Mariana, dona do blog, tem o cabelo lindo e já teve vários cortes diferentes. Ela dá várias dicas pra quem tem ou quer ter cabelo curto também. Vale a pena dar uma passada lá!

Como ela diz em alguns dos posts, cabelo curtinho não é pra qualquer uma e também não é qualquer corte que fica bom. O difícil é ter que acertar de primeira, né? hahaha Bom é que cabelo cresce…

Resolvi compartilhar com vocês esse pequeno grande dilema e mostrar algumas das minhas inspirações, pra todo mundo entender o que quero dizer com deixar meu cabelo mais curto, hehe.

A coisa varia entre:

1. Mia Farrow. Linda, né gente? Dispensa comentários

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2. Jean Seberg. Eu sei, o corte é praticamente igual ao da Mia Farrow, hahaha. Mas ela é linda também e fiquei encantada com o cabelo desde que vi À Bout de Souffle (Jean-Luc Godard, 1960) pela primeira vez.

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Não sei se sou muito desligada, mas não sei quem é essa pessoa da foto de baixo. To vendo ela rodar em alguns blogs, inclusive no da Mariana, e até salvei, de tão lindo que achei o corte. Se alguém sabe, me conta, por favor? hahaha

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Enfim, é isso. Queria meu cabelo joãozinho mesmo – pixie, pra ser chique, hahaha. Fico imaginando que deve dar certo trabalho pra arrumar (porque não tenho o cabelo liso) e deve ter que cortar de dois em dois meses. Acho que o pior seria a fase de deixar crescer, caso eu enjoasse. Bom, quem sabe algum dia! E abaixo vai uma foto – acho que a mais recente – de como meu cabelo tá agora. Ele já cresceu bastante.

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Já tive muitos cabelos diferentes. De repente faço um post sobre isso algum dia… O que vocês acham disso tudo, gente? Hahaha

Até a próxima!