Algumas coisas que aprendi morando sozinha

Então, eu e meu namorado estamos de mudança. Já começamos todo o processo de empacotamento e de lista de coisas que precisam ser compradas para o novo apartamento. E tudo isso me fez pensar que vão fazer dois anos que saí de casa e que resolvi morar com o Dudu.

Morar “sozinha” tem sido uma experiência interessante e várias vezes me pego pensando nas vantagens e desvantagens dessa situação. Resolvi, então, registrar essa fase e fazer uma listinhas das coisas que aprendi nesse tempo!

 photo MVI_8802.MOV.Still001_zpsykxwasuy.jpg

1: A pia é um lugar mágico

Não tenho dúvidas de que algo acontece quando a gente dá as costas pra pia. Num segundo ela está vazia, no outro, aparece um copo. Depois um garfo e um prato. Depois, uma panela. E assim vai, pra sempre. Alguém passa por isso também? Sabem o que fazer contra esse fenômeno sobrenatural?

Pois é, tirando a pia, e brincadeiras à parte, tudo depende da gente dentro de casa. As roupas não vão se lavar sozinhas, nem as roupas de cama serão trocadas, nem o lixo retirado, nem o detergente comprado… Nossa, Carol, mas já tinha passado da hora de você saber disso, né? Sim, mas não tem como negar que, morando com os pais, a gente deleta coisas como essas da cabeça. Eu sempre fui responsável por arrumar meu quarto e sempre ajudei nas tarefas quando necessário, mas nunca tive que pensar que está na hora de comprar água sanitária ou que o detergente de côco é melhor do que os outros. Vivendo e aprendendo, gente.

2: Tenho usado todas as minhas roupas

Então, outra coisa que aprendi é que lavar e passar roupas é um processo demorado que acabou sempre ficando em segundo plano nas tarefas. Mas isso não foi ruim, não, foi ótimo. Eu finalmente tenho usado todas as minhas roupas! Já que a gente tem que esperar um tempo até conseguir lavar e passar tudo, só me resta ir usando aquilo que vai ficar no final da pilha ou no fundo da gaveta.

Eu não estou brincando, gente, está sendo ótimo mesmo. Percebi como tinha mania de usar sempre as mesmas combinações e como sempre tinham aquelas peças que eu pensava “ah, hoje não, outro dia eu uso” e acabava nunca usando. Agora isso não acontece mais.

3: Eu não sou dona de casa

Se tem uma coisa que me deixa com raiva e que me arrepia do dedão do pé até os cabelos é quando alguém me chama de dona de casa. Eu sei que na maioria das vezes não é por mal, é só força desse hábito horrível. Mas não, não sou dona de casa, não quero ser uma dona de casa exemplar, não quero seguir padrões de comportamentos e condutas pra ser uma dona de casa. Desculpa se você não concorda, mas eu acho que junto com essa expressão vem um monte de coisas que o machismo nosso de cada dia construiu em torno de certos lugares que nós mulheres supostamente devemos ocupar.

Sou dona DA casa junto com meu namorado. Todas nossas responsabilidades, coisas chatas e legais são divididas. Temos que cuidar juntos da magia que acontece na pia, na despensa e no cesto de roupas sujas. E não, ele não “me ajuda”, como muitas pessoas costumam perguntar, ele faz, porque, afinal, é tão dono da casa quanto eu.

Da mesma forma, não sou eu que escolho vasilhas novas ou colchas e lençóis novos que precisamos comprar, nem os enfeites. A casa não tem a minha cara, não tem a cara de uma dona de casa que cuida bem dela. Ela tem a minha cara e a do Dudu também. Ela é nossa e é nossa responsabilidade, não minha.

 4: Cortei os óleos da minha vida

Vamos ser sinceros, uma batatinha-frita é uma delícia, né? E uma mandioquinha? Só alegria. Mas vamos ser sinceros de novo, quem gosta de limpar panela de fritura? Fogão de fritura? Talheres de fritura? Eu e Dudu odiamos.

(Tenho uma história bem traumática com envolvendo isso, aliás. Eu bebi óleo uma vez quando era criança achando que era guaraná porque estava dentro de uma garrafa pet. Imagina a situação, foi uma das coisas mais horríveis que já aconteceram comigo. Desde então, peguei nojo. Mas claro, amo batata-frita.)

Toda essa situação da cozinha depois de fazer fritura é bem desanimante. Já bastam as outras mágicas que acontecem dentro de casa… E aí que gradualmente paramos de fazer fritura! Ou seja, ganhamos e ganhamos. Primeiro porque cortamos uma quantidade de gordura grande das nossas refeições (e toda a confusão envolvida no processo de fritura) e segundo porque passamos a ser mais criativos e a fazer pratos cozidos diferentes. Isso fez com que aumentássemos consideravelmente a quantidade de legumes e verduras que comemos. Fica a dica!

*

E vocês, gente? O que tem a dizer sobre essa experiência? Eu acho que é um assunto infinito! Porque, além disso tudo que a gente tem que aprender a fazer, é meio que um processo de autoconhecimento, que também me faz pensar sobre limites, regras de convivência, respeito com o que é comum… E por aí vai.

É isso tudo, gente! Bom restinho de semana pra vocês!

Anúncios

Livros & Cinema

Como muitos de vocês sabem, eu não sou formada em cinema. Na faculdade fiz todas as poucas disciplinas oferecidas sobre o assunto. Mas tudo que sei aprendi colocando a mão na massa mesmo, sozinha, com o namorado, amigos, participando de oficinas e comprando muitos livros.

Pois é, e como todo bom comprador compulsivo de livros, não li nem metade deles. Alguns folheei, alguns abandonei, outros li só trechos. Em parte porque, no caso dos livros mais teóricos/técnicos, não dá pra sentar e ler como um de romance. É um tempo de estudo, de dedicação mesmo, e as vezes não batia com o que eu estava estudando na faculdade, então muitos acabaram virando só livros de consulta.

Mas é claro que um projeto de vida meu é ler todos os livros que estão na estante. Sendo assim, vou compartilhar esse projeto pessoal que resolvi chamar de Livros & Cinema. Juro que tentei pensar num nome mais criativo, mas as vezes o mais simples é a melhor opção.

Listei todos os que tenho relacionados à cinema. Não só teóricos e técnicos, mas de romance, ou que foram adaptados, ou de entrevistas com diretores… Enfim, todos aqueles que tem alguma ligação com o universo do cinema. E então vou resenhando aqui no blog… aos longo dos anos porque é um projeto de vida, né gente, não é algo que eu pretendo acabar amanhã. De qualquer forma, acho uma ótima forma de fixar o que eu li e também de dar dicas pra quem curte o assunto!

Também quero sugestões, hein!

 photo IMG_0209_zpszkvbe68p.jpg

Vou listar todos eles aqui pra vocês. Aos poucos vou acrescentando os que deixei de fora sem querer ou os novos que chegarem.

2001: Uma Odisséia No Espaço (Arthur C. Clarke, Aleph, 2013)

A Análise do Filme (Jacques Aumont, Edições Texto & Grafia, 2006)

A Contadora de Filmes (Hernán Rivera Letelier, Cosac Naify, 2012)

A Linguagem Secreta do Cinema (Jean-Claude Carrière, Nova Fronteira, 2004)

A Metrópole Replicante (Alfredo Suppia, Editora UFJF, 2011)

A Música do Filme (Tony Berchmans, Escrituras, 2006)

As Distâncias do Cinema (Jacques Rancière, Contraponto, 2012)

As Teorias dos Cineastas (Jacques Aumont, Papirus, 2004)

Abbas Kiarostami (FAAP, Cosac Naify, 2004)

Cinefilia (Antoine de Baecque, Cosac Naify, 2011)

Cinema: Direção de Atores (Carlos Gerbase, Artes e Ofícios, 2003)

Cinema brasileiro: propostas para uma história (Jean-Claude Bernardet, Companhia das Letras, 2009)

Cinema of Outsiders: the rise of American independent film (Emanuel Levy, New York University Press, 1999)

Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood (Peter Biskind, Intrínseca, 2009)

Conversas com Woody Allen (Eric Lax e Woody Allen, Cosac Naify, 2008)

Crítica da Imagem Eurocêntrica (Ella Shohat e Robert Stam, Cosac Naify, 2006)

Cuca Fundida (Woody Allen, L&PM, 2002)

Deleuze e o Cinema (Jorge Vasconcellos, Ciência Moderna, 2006)

Fahrenheit 451 (Ray Bradbury, Globo de Bolso, 2014)

Godard, Jean-Luc (Luis Rosemberg Filho, Tauros, 1986)

Guerra e Cinema (Paul Virilio, Boitempo, 2005)

Hitchcock / Truffault: Entrevistas (Fraçois Truffault, Companhia das Letras, 2004)

Introdução à teoria do cinema (Robert Stam, Papirus, 2003)

Lanterna mágica – Infância e cinema infantil (João Batista Melo, Civilização Brasileira, 2011)

Laranja Mecânica (Anthony Burgess, Aleph, 2012)

Lecciones de Cine (Laurent Tirard, Paidós, 2008)

Mas Afinal… o que é Mesmo Documentário? (Fernão Pessoa Ramos, Senac, 2008)

Más Lecciones de Cine (Laurent Tirard, Paidós, 2010)

Moderno? Por que o cinema se tornou a mais singular das artes (Jacques Aumont, Papirus, 2008)

Nuevos directores de fotografia (Alexandre Ballinger, 8 1/2, 2006)

O Clube do Filme (David Gilmour, Intrínseca, 2009)

O destino das imagens (Jacques Rancière, Contraponto, 2012)

O que é cinema? (Jean-Claude Bernardet, Brasiliense, 1980)

Reflexões sobre a montagem cinematográfica (Eduardo Leone, Editora UFMG, 2005)

Story – Substância, Estrutura, Estilo e Os Princípios da Escrita de Roteiros (Robert Mckee, Arte e Letra, 2006)

Técnicas de Edição para Cinema e Vídeo – História, Teoria e Prática (Ken Dancyger, Campus/Elsevier, 2007)

Teoria Contemporânea do Cinema I (Fernão Pessoa Ramos, Senac, 2005)

Teoria Contemporânea do Cinema II (Fernão Pessoa Ramos, Senac, 2005)