Gravity e Ku! Kin-dza-dza: resenha dupla do fim de semana

Neste fim de semana, eu e Dudu prometemos dar uma freada no trabalho pra assistir filmes. Sério, gente, essa vida não tá fácil. Eu estudo cinema e não tenho tempo de assistir nada. Comofas?

Enfim, cumprimos a promessa e assistimos dois filmes muito diferentes um do outro, mas que tem em comum uma coisinha: os dois se passam no espaço. Resolvi fazer duas mini-resenhas e juntar tudo num post só, tipo um movie haul, haha.

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O primeiro é Gravidade, de Alfonso Cuarón, que provavelmente foi um dos filmes mais esperados desse ano. Inclusive por mim.

Primeiro, absolutamente lindo, impecável o trabalho com a imagem e com o som. Assisti uma entrevista com um astronauta dizendo que o filme passa bem a sensação de como é estar no espaço, então é porque eles mandaram bem mesmo nesse ponto. Fiquei maravilhada com as imagens do filme, são muito reais.

A sacada de mudar a perspectiva da câmera também foi excelente. A visão de dentro do capacete da Dr. Stone é bem angustiante, dá uma sensação bem claustrofóbica mesmo. Por mais que tenha muita vontade de conhecer o espaço, não sei se aguentaria ficar trancada naquela roupa. Mas, isso está bem longe de acontecer comigo, hahaha!

De qualquer forma, a história do filme é relativamente simples (ou não?). Na verdade, não precisaria de um super acontecimento, né, já que tudo acontece no espaço, o que já leva os problemas pra um outro nível de complexidade.

Enfim, é lindo, mas eu tenho uma coisa a dizer pra esse filme: cut the bullshit. Tiveram partes muito mimimi, gente. Vai falar que não? “Let´s go home!”, “I´m ready!”, sabe? Totalmente dispensável. É a segunda vez que me decepciono com isso. A primeira foi com Elysium. Fui achando que seria uma super ficção-científica e foi um romance + lutinha de robôs. E em Gravidade foi a mesma coisa. Esse pseudo romance no meio, essas frasesinhas mimimi. Astronautas são soldados e são MUITO treinados. Eles não vão arriscar uma missão de bilhões de doláres tomando decisões no meio de conversas mimimi. E não vem dizer, ah, mas é só um filme… por favor. Apollo 13, de 1995 – aquele com o Tom Hanks! – é muito mais interessante nesse ponto.

Enfim, a crítica feita por esse cara aí de cima resume bem o que eu achei depois de ter assistido, hahaha! Mas o filme ainda está em cartaz e dá tempo de ver. Vale a pena, apesar de tudo que falei. É lindíssimo mesmo.

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O segundo filme do fim de semana foi uma animação russa com esse nome engraçadinho, Ku! Kin-dza-dza. Dirigido por Georgiy Daneliya e Tatiana Ilyina, ele é bem novo, foi lançado esse ano, e encontrei sem querer na internet. Eu estava procurando filmes pra crianças e alguém num fórum indicou esse. A sinopse era tão interessante que resolvi assistir!

O violoncelista Tio Vova e o DJ Tolik vão parar no planeta Plyuke, que fica na galáxia de Kin-dza-dza, após apertarem um botão de um controle remoto sem querer. O mais interessante de tudo é que os habitantes de Plyuke falam um idioma que contém apenas 11 palavras. Pra voltar pra casa essa dupla da pesada acaba se metendo em grandes confusões, haha, sessão da tarde feelings.

Enfim, o filme é ótimo, muito diferente das animações que já assisti. E o legal é que ele é uma versão em animação de um filme russo de mesmo nome, feita em 1986. Comecei a assistir ontem, ele está completo no youtube com legendas em inglês.

É muito doido e uma excelente ficção científica. Se você ficou curioso, aqui vai o trailer da animação. Depois faço um post sobre a versão de 86 se for legal!

Alguém já viu esses filmes? O que vocês acharam? Dizaê! ;)