John e Sean Lennon

Ontem, dia 9 de outubro, John Lennon comemoraria 74 anos se estivesse vivo. Ele é meu Beatle favorito. Aliás, desconfio que gosto mais das músicas que ele fez na carreira solo do que com os Beatles. Já comentei um pouco sobre uma biografia dele e outros livros nesse post, mas hoje não vou falar de nenhuma dessas coisas.

Quem conhece a discografia ou já ouviu os álbuns The John Lennon Anthology, provavelmente já deve ter ouvido algumas gravações caseiras que John fez com seu filho Sean.

John teve dois filhos, Julian Lennon, do seu casamento com Cynthia Powell, e Sean Lennon, do seu casamento com Yoko Ono. Sua relação com Julian foi boa até John e Cynthia resolverem se divorciar. O menino estava sempre com os Beatles, serviu de inspiração para muitas músicas, participou do filme Magical Mystery Tour, mas depois do divórcio acabaram se afastando. Já com Sean Lennon, a relação foi mais próxima e intensa, apesar de curta. John foi assassinado quando Sean tinha apenas 5 anos.

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Voltando ao assunto inicial, uma parte dessa convivência com Sean acabou sendo gravada pelo próprio John e está nessa antologia. John tinha um estúdio em casa e nesses álbuns tem muitas e muitas gravações interessantes, conversas, brincadeiras, ensaios…

Eu sempre gostei muito dessas com o Sean. Além de ter a graça de ser uma criança conversando e cantando, dá pra perceber que eles tinham uma relação boa e totalmente permeada com música como está descrito nas biografias do John. Consegui encontrar no youtube algumas dessas gravações que estão no disco 4 da Anthology (exceto essa primeira entrevista, que não consegui saber da onde é).

Eu sempre penso que deve ser muito difícil ser filho de alguém famoso do nível de John Lennon. Principalmente porque tanto Julian quando Sean trabalham com música, são compositores, cantores. Imagino que devem ser constantes as comparações entre eles e o pai, no sentido de questionar se eles são artistas autênticos ou se querem ser John Lennon. E é louco porque música era tudo que John fazia, então é bem lógico que os filhos naturalmente seguissem a mesma carreira. Não é óbvio, mas muito compreensível.

Gosto muito dessa entrevista com Sean, já adulto, em que ele fala um pouco dessa questão.

Já estava querendo fazer esse post há algum tempo e achei que seria legal como comemoração do aniversário do John. Ele é sempre muito lembrado como músico, mas acho legal lembrar dele também como pai, como alguém que tinha uma família, enfim, uma vida paralela ao fenômeno Beatles.

Fica a dica pra vocês procurarem as músicas de Julian e Sean. Já ouvi algumas coisas, mas não conheço profundamente!

E pra fechar o post, fiquem com essa música que John escreveu para Sean. É linda demais da conta e o clipe é bem emocionante :~

Bom final de semana, gente!

Músicas da vez #8

No último post eu disse que não tenho assistido a muitos filme. Mas eu tenho ouvido bastante música!

Resolvi compartilhar com vocês o que tenho ouvido recentemente. E não, não são músicas para correr, haha! Vou dar um tempo desse tema! Me dei conta que esse é o oitavo post com playlist do blog, então vou começar a numerar pra dar uma organizada.

1- I Follow Rivers – Triggerfinger

Essa sem dúvida é a música que mais tenho ouvido desde o final do ano. Azul é a cor mais quente tem muita culpa nisso, quem já assistiu sabe do que eu tô falando, haha! Adoro a versão original da Lykke Li, mas descobri essa sem querer e, vou confessar, tá em pé de igualdade com a da moça. Tem outra vibe, menos balada.

2. Going on – Gnarls Barkley

Bom, eu já o conhecia como Cee Lo Green, mas não sabia nada dele. E aí o Dudu descobriu esse programa excelente chamado From The Basement. Ficamos assistindo a várias bandas até que esbarramos no Gnarls Barkley. Lembrei que já tinha ouvido essa música na versão original, mas essa também é ótima. Enfim, não consegui resolver. Vou colocar as duas versões e vocês decidem, haha!

3. Tan solo – Los Piojos

Bom, essa banda foi uma descoberta enquanto fazia intercâmbio na Argentina. Eu nem sabia que eles era tão famosos assim. Não conheço muito sobre eles, mas essa é uma das minhas músicas preferidas. Nunca comentei por aqui, mas adoro gaita. E nessa música especificamente, ficou linda demais. Coloquei essa versão ao vivo porque achei emocionante e também tem legendas pra você que não conseguir entender o que ele fala!

4. Bring It On Home To Me / Send Me Some Lovin’ – John Lennon

Sim, estou sempre ouvindo John Lennon/The Beatles e eu adoro esse medley. Nem tenho o que falar… Como não gostar dessa música, dessa batida? Dá vontade de sair dançando instantaneamente!

5. You´re still the one – Shania Twain

Agora vocês vão me dar licença pra esse meu momento nostálgico. Ouvia muito Shania Twain quando era mais nova e, recentemente, a visita de alguns amigos do peito me fizeram lembrar dela. E eu ouvia exatamente essa versão ao vivo no video, adorei! Foi, então, que me dei conta de como ela é uma tia lindíssima! Acho que nunca tinha visto uma foto dela, haha! Por onde anda você, hein, Shania?

Essas são minhas dicas musicais de hoje, gente. Se você gostou, se identificou, se tem outras dicas pra dar, é só comentar aqui! : )

Até a próxima!

Músicas da vez #4: Melhores ao vivo.

Domingo é dia de playlist! Oficializei! hahaha
E pra hoje resolvi trazer algumas músicas tocadas ao vivo que eu acho bem melhor do que nas gravações.

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Eu sou meio viciada em procurar essas versões. Acho que porque quando eu era mais nova, na época da internet discada ainda (tô velha!), era um sufoco assistir clipes, quanto mais performances ao vivo. Eu tenho até hoje umas VHS´s gravadas com Disk MTV e o Top 20, porque era a única maneira de eu conseguir ver e rever. Quando ia passar algum show então, tinha que correr e deixar programado pra gravar, haha!

Mas hoje temos de tudo nessa internet, né minha gente? Na verdade, quase tudo. Tentei procurar a abertura do Disk ou do Top 20 pra matar a saudade, mas não encontrei… Enfim, vamos ao que interessa.

A primeira música da lista é Somebody that i used to know, do Gotye. Eu gosto da versão original e da remixada também, mas quando vi essa fiquei de cara. Ele canta demais! Fico esperando o intestino dele sair pela boca de tanto que ele grita, hahaha! Na boa, acho muito melhor que o clipe oficial.

Sou suspeitíssima pra falar de John Lennon, né? Mas vamos lá. Mother é uma das músicas dele que eu mais gosto. Ela já é emocionante normalmente, ao vivo então, ficou muito mais, pelo menos pra mim. Acho que esse show foi um dos últimos que ele fez.

Olha, podem me julgar, eu não ligo, hahaha! Eu cresci ouvindo Avril Lavigne, fui até no show em 2005! Tem certas coisas que são difíceis da gente desapegar. Acaba que estou sempre acompanhando quando ela lança algo novo. Apesar de não gostar de muitas músicas, principalmente dos últimos discos, ela não deixa nada a desejar quando canta ao vivo. E não envelhece nunca, minha gente! Como é que é isso? hahaha Fiquem aí com a nostalgia, então…

Já que eu to na vibe de músicas emocionantes, não poderia deixar de colocar Wake Up, do Arcade Fire. Conheci essa música no filme Onde Vivem os Monstros, que eu acho maravilhoso, chorei até, hahaha! Eu gosto muito de Wake up, acho a letra muito boa, mas vê-la ao vivo é uma outra experiência. A performance dos caras é muito… nem sei dizer, expressiva? Mil pessoas no palco tocando, pulando e gritando, hahaha! Uma loucura!

Enfim, tenho outras várias músicas que eu gostaria de colocar, mas vou  tentar manter 4 por vez. Não gosto de playlists muito grandes, acho que as pessoas acabam não tendo paciência de ouvir….

Mas e vocês, preferem alguma música ao vivo também? Me contem! (:

Bom domingo pra todo mundo!

As Cartas de John Lennon

Todo mundo que gosta de Beatles tem seu beatle favorito. O meu é o John Lennon. Mas nesse post resolvi não falar exatamente das suas músicas.

No ano passado ganhei de presente John Lennon – A Vida, biografia escrita por Philip Norman. Confesso que nunca li outras biografias dele – ou de nenhum outro dos Beatles – mas essa é, sem dúvida, uma das mais completas, além de ser autorizada pela Yoko. É lindíssima, tem depoimentos profundos e detalhados de parentes e amigos e várias fotos.

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Que John Lennon era um ótimo compositor, a gente já sabe. Novidade para mim foi saber que ele era um ótimo desenhista e que desde muito cedo ele já gostava de escrever, tendo criado um próprio jornal que circulava entre os amigos na escola. Fiquei tão curiosa pra saber mais sobre esse seu lado que, escarafunchando, descobri este outro livro, As Cartas de John Lennon, de Hunter Davies.

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O livro reúne as quase 300 cartas que ele enviou para amigos, familiares, namoradas e jornais. Entre linhas e desenhos, podemos perceber os traços irônicos e ao mesmo tempo delicado de John.

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Eu ainda não o li inteiro… Mas já olhei quase todas as cartas e desenhos, haha! Essa foto aqui de baixo é uma parte do jornal que ele escrevia na época de escola, o chamado Daily Howl.

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O livro é bem fácil de achar. Comprei usado na Estante Virtual por um preço muito bom! Para os fãs de plantão, vale MUITO a pena!

Agora, se você quiser ir ainda mais a fundo e conhecer o John Lennon escritor de verdade, você pode procurar pelos seus dois livros, In His Own Write (1964) e A Spaniard In The Works (1965). Tem desenhos, poesias, trocadilhos, solecismos à vontade. Na época do lançamento, ele foi comparado à James Joyce e Lewis Carrol. Esses são mais difíceis de encontrar. Na Amazon eu já vi, mas aí o preço é mais salgado.

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Poréeem, alguma alma muito boa, disponibilizou o In His Own Write em PDF! Para fazer download é só clique aqui ;) Eu ainda não li, confesso que senti certa dificuldade por causa de trocadilhos em inglês -.-‘ Mas em breve pretendo me aventurar.

Enfim, me prometi que não ia terminar com uma música e não vou! Fiquem aí com essa gracinha de John Lennon. Nesse dias as pessoas deviam ter desconfiado que ele mais do que um bom cantor com cabelinho estranho!