Caçando carneiros

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Quando eu comprei esse livro, acho que postei uma foto dizendo que “o primeiro Murakami a gente nunca esquece”. De fato, não esquecerei.

Acho que nunca tinha ficado com tanta curiosidade pra ler um autor como fiquei com o Murakami. Muita gente que eu acompanho nessa internet já tinha lido alguma coisa e eu só ouvia elogios, então… Só me arrependo de não ter começado antes!

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Caçando carneiros conta a história de um homem, não é revelado seu nome, que tem uma vida normal. Trabalha numa agência de publicidade, tem problemas com a ex-mulher, tem um gato, ouve música e etc. Um dia, por causa de uma foto de alguns carneiros que ele utiliza em um de seus trabalhos, um homem misterioso, funcionário de um “chefe” mais misterioso ainda, aparece. O homem estava interessado em encontrar um carneiro especial que estava na foto e o personagem sem nome é designado para isso. Então, com uma nova namorada que tem orelhas muito sedutoras, ele vai viajar pelo Japão em busca desse bicho especial.

Eu sei que a sinopse parece meio doida, gente, só que é bem por aí mesmo. Mas vamos por partes.

A primeira coisa que eu gostei logo de cara foi a escrita do Murakami. O texto é bem calmo, se é que isso faz algum sentido. Parece quando alguém senta do seu lado e conta uma história casualmente. Tipo “ah, e aí, o que você fez nos últimos tempos?”, “então, fui viajar ali e caçar um carneiro que tinha uma estrela nas costas e tal”. Conseguem entender?

E acho que essa sensação só aparece porque, pelo menos durante esse livro, ele não faz uma diferenciação entre as coisas normais que acontecem com o cara das coisas extraordinárias e surreais, que são muitas, aliás. Tudo é contado com o mesmo tom e isso foi o que deixou o livro mais interessante pra mim. Ele não tem super surpresas e, por causa disso, não prepara a gente pra super surpresas. Logo, tudo acaba sendo surpreendente porque não dá pra imaginar o que virá a seguir, sabe como é?

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Mas, com o passar da história, esses elementos surreais vão ficando em segundo plano ou, talvez melhor dizendo, sejam meio que engolidos por aquilo que o livro conta de fato. Acho que depois de ler, só consegui pensar que ele tem uma pegada de viagem espiritual muito grande. Relembrar coisas do passado, encarar a si mesmo, seus medos, refletir sobre a própria vida, nossos hábitos, nossas relações com os outros. Algo em torno disso, mas ainda não consegui formular bem. É uma história simples e complexa ao mesmo tempo. (Desculpa não poder falar mais sobre a história em si, mas é que as coisas são muito interligadas e complexas e não quero dar spoiler!)

Acho que acabei não entendendo tudo completamente, mas foi uma boa leitura e o livro parece ser mais profundo e ter muito mais camadas do que parece. Especialmente porque ele vem de uma cultura bem diferente da nossa, então com certeza tem coisas ali que a gente não consegue captar de primeira.

Li em muitos blogs pessoas discutindo sobre qual seria o melhor livro do Murakami para ler primeiro. Eu mesma perguntei isso pra algumas pessoas. Caçando carneiros nunca esteve entre as indicações, mas, para mim, foi ótimo. Então, fica aqui minha indicação!

E quem já leu, esse ou outro, por favor se manifestem. Sei que muitos de vocês gostam e vai ser bom conversar sobre!

Em cartaz #27: Haruki Murakami

Foi exatamente assim que eu conheci o Haruki Murakami: estava olhando livros na internet, me deparei com esse que tinha uma capa maravilhosa. Depois notei que tinham outros da mesma edição. As capas, os títulos, as sinopses, tudo me chamava atenção! Mas fui super controlada e não comprei.

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Três coisas aconteceram desde então. A Camila, do Não me mande flores, e a Nina, do Cronista Amadora, falaram sobre alguns dos livros do Murakami no blog delas e eu achei super coincidência porque foi na mesma semana. Elas falaram bem demais, a resenha da Nina foi maravilhosa e na hora me convenci de que seriam livros que eu gostaria de ler.

E aí, ainda na mesma semana, não sei como cheguei lá, mas encontrei esse filme chamado Como na Canção dos Beatles: Norwegian Wood e a primeira coisa escrita na sinopse era: baseado no livro de Haruki Murakami. Então ok, eu aceitei que era um sinal. Recebi o sinal e estou com ele guardado aqui.

Não, não comprei e não li nada dele ainda. Já estive com os livros nas mãos duas vezes, mas não levei por problemas de codinome ‘pouco dinheiro’. Mas estão na minha lista. Aceito de presente, inclusive, o Natal está aí hoho.

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Bom, mas o post de hoje é sobre as capas dos livros dele, que foi o que me chamou atenção lá na primeira vez que eu os vi. Sou compradora de livros pela capa, então…

Tem muitas e muitas edições lindas, tanto brasileiras quanto estrangeiras. Infelizmente não encontrei muitas imagens em boa qualidade. Mas separei algumas que eu achei bonitas e originais!

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Apesar de não ter visto fisicamente, essa última capa é a que achei mais bonita. Adorei o toque antiguinho do design e da ilustração. Por mais que eu tenha acho lindas as capas brasileiras num primeiro momento e que eu goste bastante desse minimalismo, as estrangeiras são mais charmosas.

E as edições publicadas pela editora Vintage (são aquelas várias capas uma do lado da outra ali de cima)? Elas parecem feitas de colagens, então acabam tendo um efeito surreal bem interessante. After Dark e South of the border, west of the sun são minhas preferidas!

Então, gente, agora quero saber de vocês. Também gostam das capas? Quem já leu Murakami aí? O que me indicam? Estou perdida nesse mar de possibilidades, haha!

Boa semana pra todo mundo!