Apresentando R. Schwartzman

Ei, você assistiu As Virgens Suicidas (1999), da Sofia Coppola?

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Ou O Diário da Princesa, de 2001?

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Se sim, vou te lembrar, e, se não, vou te apresentar o Robert Schwartzman. Ele é irmão do Jason Schwartzman – aquele ator que está em todos os filmes do Wes Anderson – primo da Sofia e da Gia Coppola e sobrinho do Francis Ford Coppola.

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Além de ator, ele também tem uma banda e fez algumas músicas para a trilha de Palo Alto, filme que está na coluna ‘Em cartaz’ essa semana.

Enfim, um post bem aleatório só para apresentar o Robert para vocês e deixar registrada minha admiração por essa família do cinema que só tem gente criativa e bonita.

Apenas essa a razão.

Em cartaz #28: Palo Alto

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Sou dessas que também assiste o filme por causa do cartaz e quando vi esse de Palo Alto, logo fui procurar por ele. Confesso que vi o trailer e resolvi assistir sem expectativa, mais porque o filme foi dirigido pela Gia Coppola, que é neta do Francis Ford Coppola e eu meio que gosto da família. Mas achei que seria um romance desses mamão com açúcar.

E olha, não é não.

O filme conta um período da vida de dois adolescentes, April e Teddy, que hora se entrecruzam, ora não. Eles estão no high school na cidade de Palo Alto, que é onde vai se desenrolar a história. Logo no começo do filme já fica claro que April e Teddy se gostam, mas é aquela relação esquisita de adolescente em que nenhum dos dois diz nada para o outro.

Mas o filme não é exatamente sobre isso. Ele se ramifica em diversas sub-histórias. Explora a relação de April com suas colegas de sala, seus parentes e seu treinador de futebol, Mr. B.; e a relação de Teddy com seu melhor amigo Fred – o típico amigo “encrenqueiro” – com a violência e o sistema judicial juvenil e com seus impulsos artísticos.

Como comentei, ora essas histórias se esbarram, ora são exploradas mais pontualmente.

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O filme foi feito com base num livro de contos escrito por James Franco, que faz o papel de Mr. B. No making-of, Gia conta que ela sempre gostou de high school movies, que é como eles chamam esse tipo de filme, e era o que ela queria fazer. E acho que foi muito bem sucedida.

Não conheço o high school nos EUA, talvez uma visão estereotipada dele, mas acho que o filme coloca várias questões que são muito próprias da adolescência e do momento atual que vivemos. A futilidade e a crueldade das meninas, o tédio, a falta de perspectiva, os laços de amizade que são facilmente desfeitos, a forma infantilizada com que se começa a vida sexual, a violência descabida e inconsequente.

Não quero ser moralista e gostei do filme exatamente porque ele não tenta dar uma lição de moral no fim. As relações são complexas e as coisas não acontecem por motivos óbvios e lógicos sempre.

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Enfim, não quero ficar falando muito da história aqui. Mas é um filme bem calmo e delicado e me fez ficar nostálgica em algumas partes. Além de tudo, é muito bonito de se ver. Tem planos bonitos com cores bonitas – que acho que podem render um post a parte porque valeria muito a pena.

Ele é de 2013, bem recente, então acho que encontram fácil pra assistir por aí. É o primeiro longa de Gia Coppola e, preciso dizer, quem dera eu começar a carreira com um filme assim! Se vocês quiserem ver mais, o filme tem um tumblr oficial com várias fotos e gifs.

É isso. Fiquem com o trailer e com minha recomendação!