Filmes da semana #6: para assistir no inverno!

Tem coisa melhor do que enfiar debaixo das cobertas para assistir filmes num dia frio? Quem sabe só se acrescentar a isso uma lareira, chocolate, bons vinhos e boa companhia, haha! Mas eu moro num apartamento pequeno em Juiz de Fora e não num chalé quentinho em Ibitipoca e sei que muitas pessoas já estão sentindo o impacto do inverno também, que parece que chegou meio atrasado por aqui. Mas chegou.

A lista era pra ser, na verdade, dicas de filmes variados. Mas aconteceu que com esse tema só me vieram na cabeça filmes que se passam em lugares gelados, com neve, etc. Enfim, não sei se para o inverno isso vai ajudar ou não, haha! Depois vocês me contam!

Groundhog Day (Harold Ramis, 1993)

Phil Connors é um jornalista “homem do tempo” arrogante e viaja com sua equipe para cobrir o evento Groundhog Day na cidade de Punxsutawney, nos EUA. Na manhã seguinte, ele levanta para voltar pra casa, mas percebe que tudo o que aconteceu no dia anterior estava se repetindo. Ele entra num time loop e aquele dia se repete sem parar.

A sinopse por si só já é divertida e quando vi que Bill Murray estava no elenco, me empolguei. Tem dia que a gente só quer rir um pouco e esse filme é perfeito pra esses momentos. Então, se você está procurando uma comédia levinha, super recomendo! Fiquei sabendo depois que ele já passou nessas sessões da tarde da vida, mas nunca cheguei a assisti-lo. (O título em português é Feitiço do Tempo, mas me recuso a colocá-lo ali. Que título horroroso!)

 A menina do outro lado da rua (The girl who lives down the lane, Nicolas Gessner, 1976)

Rynn Jacobs é uma menina de 13 anos que mora com o pai em uma pequena cidade em Long Island. O problema é que Rynn está sempre sozinha. Seu pai nunca está em casa ou nunca pode atender os vizinhos e a situação começa a ficar meio misteriosa. A menina passa a ser vigiada e perseguida pela família que vendeu a casa para eles, a Sra. Hallet e seu filho Frank, que tem fama de pedófilo na cidade. Ao mesmo tempo, Rynn fica amiga e divide seus segredos com Mario, um adolescente da cidade.

Esse filme já apareceu aqui no blog. Mas resolvi indicá-lo novamente porque foi um desses que escolhi pelo título e acabei me surpreendendo. É um suspense muito bom de assistir guiado pela Jodie Foster com 14 anos! A atuação dela é impressionante! Jodie arrasava desde pequena!

A mulher de preto (The woman in black, James Watkins, 2012)

Arthur Kipps é um advogado que viaja para o interior da Inglaterra para cuidar dos papeis de um cliente falecido. Arthur se hospeda na casa vazia de seu cliente. Ela fica isolada, longe do vilarejo. Com o passar dos dias coisas estranhas começam a acontecer. O misterioso passado daquela casa vai se revelando junto com a mulher de preto, um espírito que ronda o lugar.

Se você está procurando um filme de terror apenas para se assustar, essa é a pedida. Bem clichê, vazio de conteúdo, mas cumpre muito bem sua função de nos deixar tensos, haha! Assisti esse filme com minha irmã e minha mãe num dia a noite e foi muito divertido, apesar da história não ser muito emocionante.

Só tomem cuidado porque acabei de descobrir que tem uma versão de 1989. Dei uma olhada nas cenas e pareceu muito trash! A história é baseada no livro homônimo de Susan Hill, que provavelmente deve ser uma leitura interessante.

Deixa ela entrar (Låt Den Rätte Komma In, Thomas Alfredson, 2008)

Oskar é um menino atormentado pelos colegas na escola. Sempre brincando sozinho, um dia ele conhece Eli, uma garota interessante e peculiar. Ela não come e não sai no sol. Alguns ataques violentos começam a acontecer na cidade (Estocolmo) ao mesmo tempo que Oskar descobre que Eli é um vampiro.

Confesso que depois de Crepúsculo fiquei muito arredia com filmes envolvendo vampiros, haha. Mas Deixa ela entrar é um suspense excelente. Muito calmo, apesar de violento. Tem sangue e coisas assim, acho bom que fique avisado. Mas gostei muito pelo fato de ser um filme sueco – eu, particularmente, não tenho contato com o cinema de lá – e porque os personagens principais são duas crianças. Esse não é um filme para crianças e exatamente por isso é muito impressionante que eles consigam guiar uma história que é tão pesada.

Só para variar, porque eles não podem assistir a filmes estrangeiros né, tem uma versão norte-americana de 2010. Não sei como é, mas recomendo que assistam a versão original primeiro.

Paixão à flor da pele (Wicker Park, 2004) https://www.youtube.com/watch?v=jIK9ps9D2Y8

Matthew e Lisa se conhecem meio sem querer e acabam se apaixonando. Eles estão vivendo um relacionamento super intenso e repentino. Mas, um dia, Lisa desaparece sem explicação e sem deixar pistas. Dois anos depois, Matt, agora um empresário, pensa ter visto Lisa durante uma reunião de negócios em um bar. Isso acaba reavivando nele a obsessão de reencontrá-la.

Para os pombinhos de plantão, não tem só mistério e suspense nessa lista, tem amor também, haha! Sinceramente, não sei explicar bem porque gosto desse filme. Se não me engano, assisti assim que lançou, então eu era bem mais nova. É um romance, mas que envolve um pouco de mistério sim. Acho que o me marcou é o fato de que ele não é linear. A história é contada por flashbacks, então temos que ir montando o quebra-cabeça sobre o que aconteceu com Lisa junto com o personagem. Enfim, é mais complexo e tem Coldplay na trilha, o que ajuda o filme ficar super romântico!

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E vocês, o que tem assistido? Recomendações de filmes pra ver embaixo das cobertas também? Me contem!

Filmes da semana #5

Sr. Ninguém (Mr. Nobody, Jaco Van Dormael, 2009) – trailer

 photo l_485947_f4924478_zpsfad3de21.jpgPosso considerar esse filme uma das melhores ficções científicas que assisti nos últimos tempos. Nele, acompanhamos Nemo Nobody, o último dos mortais da Terra, já muito velho e quase morrendo, numa viagem por suas memórias, tentando lembrar sua história e quem ele é. O filme é um misto de eventos que vem e voltam, que se misturam, que se ligam e desligam. Mindfuck total.

Num primeiro momento, achei que o filme exploraria a questão da existência de universos paralelos. Mas a medida que a história avançou, havia algo de mais profundo e filosófico. Não sei se ainda está bem definido pra mim, mas eu diria que tem algo da relação entre homem e existência. Como nossas memórias definem quem a gente é ou quem a gente é agora pode selecionar e rearranjar nossas memórias. E isso tudo aparece num momento bem específico que é a morte, o que dá todo um sentido para essa busca de compreensão da nossa existência.

O Anjo Exterminador (El Ángel Exterminador, Luis Buñuel, 1962) – trailer

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Esse é um daqueles filmes que a você ouve falar no início da faculdade, mas que fica na sua lista por muito tempo. O Anjo Exterminador sempre era citado por alguém e acho que foi por isso que assistimos recentemente.

Imagine a situação: um aristocrata resolve dar um jantar para seus amigos também aristocratas. No final da noite, ninguém consegue sair da casa. Não há absolutamente nada físico que os impeça de sair, as portas estão abertas, mas eles simplesmente não conseguem resolver esse problema de sair da casa. Esse é o filme.

Se você não está familiarizado com a filmografia dele, Luis Buñuel é um cineasta espanhol/mexicano. Ele trabalhou com Salvador Dalí, então sua obra foi muito influenciada pelo surrealismo. Mas não se engane, não é porque é surrealista que ele vai ser louco ou sem noção. Esse filme é uma super crítica a sociedade que burguesa que vai muito além dos eventos surrealistas.

Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes, Werner Herzog, 1972) – trailer

 photo l_68182_4e3ce7af_zps2eaa99fc.jpgWUUUTT?! Esse filme foi um dos mais surpreendentes que vi nesse ano! Claro que já tinha ouvido falar muito bem do Werner Herzog (nunca assisti outro dele ;~) e também já tinha ouvido falar no Klaus Kinski, mas meu deusssss, que atuação, que direção, que filme é esse?!

O filme é baseado na história real da expedição de conquistadores espanhóis no Peru em busca de El Dorado, uma cidade lendária de outro. Comandados por Dom Pedro de Urzúa e Dom Lope de Aguirre, após atravessarem as montanhas do Peru, o grupo ruma pelo rio Amazonas em direção ao seu destino.

Mais do que a expedição em si, Herzog soube trabalhar muito bem os efeitos psicológicos de um evento como esse. Homens e mulheres colocados em uma situação-limite, no enfrentamento com a natureza e com o desconhecido. As atuações são impressionantes. Faria xixi nas calças se o Klaus Kinski me jogasse um olhar daquele, haha!

Eu diria que é um filme viceral. As interpretações, as locações, tudo muito realista e intenso. Uma história impressionante do quão longe uma obsessão por levar um homem.

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E vocês, o que andam assistindo? Contaí! o/

Filmes anti-dia dos namorados!

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Eu não sei vocês, mas não sou uma pessoa ligada ao futebol, então toda essa comoção não me afeta. Por causa disso meu plano pra hoje é assistir filmes! Mas, como hoje também é dia dos namorados, resolvi ser do contra nas duas coisas, haha!

Essa semana pipocou gente na internet fazendo listas de filmes pra assistir com o(a) namorado(a). Não estou desmerecendo as dicas de jeito nenhum, mas fiquei pensando no que seria o contrário disso. Não é que a gente não deva desejar um final feliz, mas nem tudo são flores num relacionamento e esse meio do caminho é muitas vezes conturbado. O que nos resta é passar por esse processo encarando-o como um processo de aprendizado e amadurecimento que não tem fim.

  • Amour – Michel Haneke, 2012

O dia dos namorados não é só feito de caixa de bombom, mas é feito desse amor aí. Foi o Dudu que disse isso sobre esse filme hoje e achei que coube muito bem. Amour é tão triste e pesado porque é muito cru, na minha opinião, porque mostra exatamente esse amor que atravessa os anos da vida de um casal e que permanece mesmo totalmente transformado. Esse amor que vai fazer você cuidar, dar comida, dar banho, limpar a bunda e aguentar toda a dureza que é envelhecer juntos. É triste, mas é bonito e totalmente real.

  • Blue Valentine – Derek Cianfrance, 2010

Com o título horrível em português Namorados Para Sempre, esse filme está entre um dos mais deprês sobre relacionamentos que já assisti na vida. Ele mostra a degradação da relação de Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling), através dos anos. Contado de forma não-linear, acompanhamos a história desde que se conhecem muito jovens até quando estão tentando salvar seu casamento, já quarentões.

Eu fui assistindo pensando que era um romance (e porque tinha o Ryan Gosling, haha), mas me deparei com uma deprê total e bem realista. Achei um pouco pessimista, não acho que todas as relações estão condenadas a terminar assim, mas é bom pra fazer a gente pensar. E é bem diferente do Amour ali de cima, quase o oposto.

  • Jules e Jim – François Truffaut, 1962

Jules e Jim são amigos. Eles conhecem Catherine e se apaixonam por ela. Mas Catherine se apaixona por Jules e casa com ele. Jim vai para a guerra. Depois que ele volta, Catherine se apaixona por ele, mas continua amando Jules. Jules e Jim continuam amigos mesmo assim. Um triângulo amoroso de pessoas meio descontroladas que não sabem o que querem muito bem. Pelo menos é assim que eu vejo o filme, haha. Eu realmente acho que eles se amam, mas de um jeito meio possessivo e obsessivo que só pode ser prejudicial no final das contas.

É simplesmente impossível ter tudo que você quer da forma que você quer, Catherine, Jules e Jim. Fica a dica! Mas é um filme mais divertido e menos denso do que os outros. É também uma ótima oportunidade pra assistir um filme do Truffaut, caso não conheça nada dele!

  • Lost in Translation – Sofia Copolla, 2003

Queria só começar dizendo que esse é filme dá pano pra manga, pode ser interpretado de mil formas diferentes e isso é ótimo porque ele é maravilhoso e condensa tanta coisa em cenas lindas. Fico triste de ter demorado tanto pra assistir. Deve ter um mês mais ou menos que tive esse prazer. Mas vamos lá, o motivo pelo qual decidi incluí-lo nessa lista é o fato de, entre várias coisas, ele ter me falado sobre se desprender e se deixar ser levado. Nesse sentido, se você não está muito bem no seu relacionamento, acho que isso pode te atingir. Sem dúvida você ficaria desejando que um Bob Harris aparecesse na sua vida.

Charlotte (Scarlett Jonhansson), é uma jovem que acompanha seu marido fotógrafo em uma viagem a Tóquio. Charlotte está entediada e meio infeliz com seu relacionamento e passa horas trancada no quarto do hotel. Bob Harris (Bill Murray) é um ator famoso que está em Tóquio para filmar um comercial de uísque, e passa todo o tempo no bar do mesmo hotel de Charlotte. Um dia, os dois se conhecem e aquela viagem toma outros rumos para os dois. Eles deixam os problemas no hotel e se lançam em uma descoberta, uma aventura pela cidade e por essa amizade que se desenvolve de repente. Não posso detalhar, mas queria só comentar que o filme termina com um final MEGA enigmático de matar qualquer um do coração!

Enfim, é difícil escrever sobre esse filme – e escrever resumido ainda por cima – porque certamente ele renderia muitas páginas, haha. Mas é simplesmente um dos melhores que assisti nos últimos tempos e sem dúvida o melhor da Sofia Coppola.


***

Vou terminar dizendo que não sou contra o dia dos namorados, tá? haha Só acho que ele pode e deve ser pensado diferente. Então, uma boa comemoração pra quem está comemorando!

Espero que tenham gostado das dicas e se você lembrar de outro filme que pode se encaixar nessa lista, me conta! o/

Filmes da semana #4

Esse domingo frio e chuvoso de JF não pede outra coisa senão um filminho e um cobertor! Aqui vão minhas dicas pra esse fim de semana que ainda não acabou!

 

Camelos Também Choram (Byambasuren Davaa, Luigi Falorni , 2003) – trailer

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Acho que as vezes ficamos tão imersos na nossa própria realidade que esquecemos da existência de tantos lugares diferentes e tantas formas diferentes de viver nesse mundo. Esse foi meu primeiro pensamento quando comecei a assistir esse filme.

Os Camelos Também Choram se passa no ano de 2003 em Gobi, uma região desértica da Mongólia. Em um local afastado da cidade vive uma família, acho que posso chamar, de pastores. Eles criam camelos, ovelhas e outros animais e vivem daquilo que cultivam. O filme captura um um momento específico dessa família: uma camela tem um parto muito complicado e depois que o bebê camelo nasce, ela passa a rejeitá-lo. Acompanhamos, então, o esforço da família em unir mãe e filho camelos.

O filme tem imagens muito bonitas e é bem impressionante observar a forma como aquela família vive em pleno ano de 2003, com todos os seus rituais e totalmente afastada da tecnologia. Por outro lado, o filme também transita nessa linha tênue entre o documentário e a ficção, o que deixa tudo bem mais instigante, mas não vou falar mais nada pra não estragar a experiência!

 

O Substituto (Detachment, Tony Kaye, 2011) – trailer

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Não, esse não é um filme pra relaxar comendo pipoca. É um filme pesado, denso e que não vai fazer você rir. Adrian Brody, esse ator foda das galáxias, faz o papel de Henry Barthes, que escolheu ser professor substituto como profissão. Assim ele nunca fica tempo suficiente para criar laços com os alunos ou mesmo com os colegas.

O que realmente me fez gostar desse filme foi o fato de que, sim, é um filme sobre escola, sobre relação professor-aluno, mas ele vai além disso. Não sei vocês, mas tenho a impressão de que a maioria dos filmes cujo tema rodeia em torno da escola, são muitos otimistas e retratam os professores como heróis que salvam as crianças e a escola como o lugar ideal que funciona bem quando professores e alunos funcionam bem.

Detachment é bem pessimista, na minha opinião, e faz a gente repensar o que é a escola, pra que ela serve e que pessoas fazem parte dela. Além disso, retrata o professor como um ser humano que tem tantos problemas na vida quanto outra pessoa qualquer e esses problemas eventualmente pesarão sobre o trabalho dele na escola.

Enfim, é bem pesado, mas muito bom. E o Adrian Brody dá um show.

 

Hannah e suas irmãs (Hannah and her sisters, Woody Allen, 1986) – trailer

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Mas se sua intenção é só relaxar mesmo, nada melhor do que um Woody Allen, certo? Não acho que esse seja um filme exatamente engraçado, mas ele trata as questões com muito bom humor, então tudo fica mais leve.

Eu consigo ver esse filme como uma confluência de quatro histórias contadas ao mesmo tempo que tem como referência Hannah, interpretada pela linda Mia Farrow. As três irmãs são Hannah, uma atriz consagrada e talvez a pessoa mais centrada e calma do filme, Lee, casada com um pintor velho, tratada como criança por ele e infeliz com essa sitação e Holly, ex-viciada em cocaína que tenta colocar a vida nos eixos. Junto com a história dessas personagens, temos ainda Elliot, marido de Hannah que está apaixonado por Lee, e Mickey – interpretado pelo Woody Allen – ex-marido de Hannah, um hipocondríaco, cismado que está com uma doença grave.

Ufa, haha. São muitos personagens e muitas histórias que se cruzam pra um filme de menos de duas horas! Mas é leve e divertido!

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E vocês, o que tem assistido? : )

Bom finalzinho de semana pra todo mundo!

Filmes da semana #3

Não sabe o que assistir nesse fim de semana? Aqui vão minhas dicas!

1. Pi (Darren Aronofsky, 1998) – trailer

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Essa semana assisti esse filme novamente numa disciplina na faculdade. Já perdi a conta de quantas vezes o assisti inteiro ou trechos dele, mas foi uma surpresa revê-lo. Não sei o porquê, mas senti o filme totalmente diferente dessa vez.

Max é um gênio da matemática e da computação obcecado por encontrar padrões de número na natureza. Acho que esse refrão que ele repete várias vezes resume bem a ideia do filme:

“Primeiro: a matemática é a linguagem da natureza. Segundo: Tudo ao nosso redor pode ser representado através de número. Terceiro: se representarmos graficamente os números de qualquer sistema, os padrões surgem”

Sua obsessão ultrapassa todos os limites e ameaça sua própria vida. Tanto porque isso o leva a loucura, ele toma remédios, tem ataques nervosos e problemas de socialização. E também porque como os padrões existem em todo o universo, eles estão no mercado de ações, na bolsa de valores, no livro sagrado dos judeus, então aparecem interesseiros que querem tirar lucro da genialidade de Max.

O filme é intrigante por vários motivos. Mas pra mim, reassistindo-o dessa vez, me tocou o fato de que essa busca por padrões na natureza é também uma busca por um sentido na vida. Existem muitas maneiras de fazer isso e a matemática pode ser uma delas.

Recomendo muito o filme. É o primeiro longa de Aronofsky e é foda, apenas. Parabéns atrasado, Aronofsky.

 

2. Manuel de Ribera (Pablo Carrera e Christopher Murray, 2010) – trailer

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Manuel de Ribera é outro que eu chamaria de louco, mas pela coragem e projeto de vida que resolveu encarar. O personagem recebe uma ilha de herança e um dia resolve tomar posse de suas terras. Acontece que não há nada na ilha, mas mesmo assim ele decide começar sua vida lá e, para isso, precisa de outras pessoas. Em troca da ajuda Manuel oferece um terreno em sua ilha.

Ao contrário do que possa parecer, o filme tem um clima sombrio e um pouco misterioso. Nas diversas vezes que Manuel vai até o vilarejo para comprar coisas e encontrar pessoas, o contato com os moradores locais, pra mim, é muito perturbador. Porque acredito que a maioria das pessoas que aparecem não são atores profissionais e vivem de fato naquele lugar. Não vou ficar descrevendo aqui pra não perder a graça, mas isso realmente me fez pensar que podemos achar Manuel louco e estranho por querer ir morar na ilha, mas e aqueles moradores? Não são eles tão solitários e isolados quanto Manuel?

Ah, esqueci de dizer que o filme é chileno e ganhou muitos prêmios, como dá pra ver ali pelo cartaz.

3. Os Escolhidos (Dark Skies, Scott Charles Stewart, 2013) – trailer

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Filmes sobre/com extraterrestres sempre me atraem, por mais clichês que eu acho que possam ser. Minha irmã me indicou esse, resolvi dar uma chance e acabei gostando. Como acabei de dizer, esperem todos aqueles clichês de filme de suspense/terror, aquelas coincidências e aqueles momentos em que você pensa “sério que você vai fazer isso? Não é óbvio que vai dar errado?”, mas eu recomendaria se você curte o tema.

Me lembrou um pouco Sinais no começo por conta dos extraterrestres serem uma “ameaça fantasma” e a gente ficar morrendo de curiosidade de ver como eles são, haha! As primeiras cenas em que os ETs começam a dar sinais para os personagens – aparece um pedaço no trailer – foram muito interessantes. Nunca tinha visto fenômenos como empilhamento de objetos num filme desses e cairia morta se eu visse na minha frente. Acho que o filme mostrou os ETs como criaturas inteligentes, difíceis de serem simplesmente vencidas por humanos, como vemos em outras histórias por aí.

Li muita gente falando mal da última cena ou do final em geral, dizendo que foi chato e longo. Não vou contar, claro, mas eu gostei bastante e se você já assistiu, deixa sua opinião aí!

Ah, e a Keri Russel está no elenco! Alguém aí assistia Felicity também? Acho que foi o primeiro filme com ela que eu vi!

***

Por hoje é isso tudo, gente! Me contem o que vocês andam assistindo!

Bom fim de semana pra todo mundo!

Filmes da Semana #2

The curse of the cat people (A maldição do sangue da pantera, Gunther von Fritsch e Robert Wise, 1944)
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Talvez o filme mais estranho que vi nos últimos tempos por um único motivo: não tem maldição, não tem sangue, não tem pantera, não tem gato nenhum no filme. Depois que vi fiquei totalmente perdida porque não estava entendo o título! Eu assisti num domingo de manhã, estava totalmente descansada, não cochilei…

Enfim, depois de muito tempo fui pesquisar e vi que na verdade era a sequência do filme Cat People, de 1942, também dirigido pelo Robert Wise. Mas acontece que um não tem nada a ver com o outro. Apenas uma personagem está presente nos dois, mas realmente eles não tem uma conexão.

Problemas com o título à parte, o filme conta a história de Amy Reed, uma menina solitária que tem problemas em fazer amigos e acaba arrumando uma amiga imaginária. Não vou dar spoilers, mas posso dizer que é um filme interessante pra pensar na relação das crianças com a imaginação.

Não sou super fã dos filmes norte-americanos da década de 40 e não fiquei super empolgada com ele. Mas eu diria que se você gosta de filmes em que crianças são personagens principais, acho que vai curtir esse. Só não vá esperando grandes emoções!

 

The Bling Ring (Sofia Coppola, 2013)

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Provavelmente muitos de vocês já viram esse filme. Eu diria que eu gostei, é um filme ok, um bom entretenimento, digamos.

Na realidade fiquei mais impressionada com a história real dos jovens que assaltavam as mansões em Hollywood. Depois que o filme terminou, fui procurar informações sobre o caso e fiquei bem chocada com as entrevistas com a “líder” do grupo, Alexis Neiers (que no filme é interpretada pela Emma Watson que, no filme, não é a líder. Não entendi essa adaptação) e seu estilo de vida.

Longe de querer fazer definições de “como é essa geração”, mas acho que a futilidade, o consumismo e os desejos vazios mostrados no filme são comportamentos muito recorrentes hoje em dia. Só que elevados a outros níveis, claro.

Ah, e ao contrário do que ouvi, não gostei da Emma Watson no filme, gente, haha! Sei lá, achei que o sotaque não teva nada a ver com ela. Perdeu a naturalidade. Alguém mais concorda?

 

A mão que balança o berço (The hand that rocks the cradle, Curtis Hanson, 1992)

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Bom, só coloquei esse filme aqui pra falar com vocês: muito ruim. Sem dúvida esse é o filme mais absurdo, mais tragicamente cômico que eu vi nos útlimos tempos. E uma perda de tempo.

Sente o drama da história: Um ginecologista abusa de Claire, que está grávida. Claire o denuncia. O homem fica doido e se mata. Por causa disso, a mulher do médico, Peyton, tem um ataque e perde o bebê que estava esperando. Resultado: Peyton se passa por babá e vai trabalhar na casa de Claire pra vingar a morte do marido e do bebê. Ela na verdade vira uma porra-louca que quer roubar a família da outra.

Por que não assistir? Primeiro motivo: é MUITO óbvio. Pior do que novela. Até pelo cartaz já dá pra adivinhar a história. Os personagens são muito estereotipados. Peyton é muito má e Claire muito idiota. Michael, marido de Claire, é outro bobo. Enfim, é cansativo, monótono e totalmente irreal.

Segundo e principal motivo: é um filme extremamente machista que mostra quais as preocupações e quais as atribuições de uma mulher na família: ter um bebê, cuidar do marido e da casa. No final, a briga de Peyton e Claire é apenas uma disputa pra ver quem é a fêmea alpha da casa.

O fato de Claire ter sido abusada é totalmente deixado de lado e, na verdade, o filme deixa claro que a vingança de Peyton foi uma punição por ela ter denunciado o médico. Claire, obviamente, não deveria ter feito isso. Enfim, durante o filme tem vários outros diálogos e acontecimentos machistas de alto nível. O interessante é que o roteiro foi escrito por uma mulher.

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E aí, já assistiram algum desses? E o que andam vendo ultimamente?

Adoro indicações de filmes, gente. Deixem aí nos comentários! : )

Até a próxima!

Filmes da Semana #1

No mês passado eu e Dudu fizemos um cineclube particular e fizemos uma lista de 10 filmes. Há algum tempo atrás a gente tinha um, digamos, projeto de assistir um filme por dia, mas claro, por vários motivos, não conseguimos prosseguir. Tivemos a ideia de retomar isso agora na medida do possível.

E o resultado foi que, de fato, consegui ver muitos filmes \o/ Mas por conta dos estudos e da volta ao trabalho não consegui escrever sobre nenhum aqui no blog (eu demoro muito pra escrever, gente, vocês não tem ideia!) Como não quero deixar passar esse momento e gosto sempre de deixar dicas de filmes por aqui, vou separar aqueles que não vou fazer resenha e condensá-los nos posts chamados Filmes da Semana (embora, agora, não necessariamente dessa semana).

Ninfomaníaca Vol. I (Lars von Trier, 2013) – Trailer

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Hm, nhé. Não sei se foi toda a superestimação (isso é uma palavra?), todo o marketing antes do lançamento, mas não me convenceu não. Sendo totalmente sincera, achei o filme super enrolation e super vazio. Como disse pra um amigo, acho que o Lars von Trier deve estar precisando mesmo de dinheiro pra fazer mais de um filme. Super bem produzido, atores fodas e etc, mas não me pegou.

“Ah, mas é isso mesmo que ele quer, incomodar o público”. Pois é, mas não me incomodou. Pra mim não é nenhum problema quando não gosto de um filme ou quando ele me incomoda, mas sim quando fico indiferente, que foi o que aconteceu.

A Vida Marinha com Steve Zissou (Wes Anderson, 2004) – Trailer

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Bom, sou suspeita pra comentar. Quem acompanha o blog sabe que sou super fã do Wes Anderson e eu totalmente assistiria um filme só porque ele foi o diretor.

Enfim, é lindo, cores lindas, engraçado, história original. Bill Murray faz o papel de Steve Zissou, que junto com sua tripulação resolve ir a caça da misteriosa criatura Jaguar Shark, a qual ele acredita ter matado seu parceiro. Agora imagine um filme de aventura, uma expedição selvagem feita por Wes Anderson. Só pode dar certo! Uma boa pedida se você quer assistir um filme leve e divertido sem ser bobo.

Solaris (Andrei Tarkovsky, 1972) – Trailer

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Você gosta de ficção científica? Então pelamordedeus vai assistir esse filme! Eu realmente não sei se consigo comentá-lo. É inteligente, tenso, pesado, senti medo… Enfim, não vou conseguir escrever sobre ele assim tão rápido.

Ele é a prova de que um bom filme, mas, principalmente, uma boa ficção científica não precisa de toda a tecnologia que a gente tem hoje.

Filmefobia (Kiko Goifman, 2008) – Trailer

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Se você é daquelas pessoas que ficam aflitas facilmente com certos tipos de cena, provavelmente vai gostar desse filme, ou não. Ele mostra na verdade o making-of de um filme sobre fóbicos sendo confrontados com sua fobia.

Apesar de ter achado os diálogos bem forçados, achei a ideia do filme interessante. E ainda tem Jean-Claude Bernardet no elenco, que faz o papel do diretor do filme. Eu fiquei aqui pensando se o tema do filme e o fato de chamar Bernardet pra atuar não teriam alguma coisa a ver com ele estar perdendo a visão e isso estar se tornando, talvez, um tipo de fobia… a de não poder ver mais filmes. Enfim, viajei, haha.

Esses foram os filmes das semanas que passaram, gente. E vocês, o andam assistindo? : )

Ah, eu sempre marco tudo que assisto no Filmow! Se vocês também tem, me adicionem lá!

5 filmes para assistir numa segunda-feira chuvosa

Amigos e amigas, amanhã estarei partindo para Curitiba! Yay! Estou indo para apresentar um trabalho e, CLARO, para conhecer essa cidade tão bem falada. Se você mora lá ou se já visitou, vou amar se me der algumas dicas de lugares para ir ;)

A questão é que o dia voou e tive mil coisas para fazer. Na realidade, ainda nem terminei a mala. Mas hoje aqui em JF o clima está pra ficar debaixo das cobertas assistindo filme. Tá frio e chovendo fininho, aquela chuva chata, sabe?

Se eu pudesse teria passado a tarde no sofá, mas como não pude, resolvi deixar aqui uma listinha dos filmes que eu escolheria para assistir num dia chatinho como esse.

1 – Donnie Darko (Richard Kelly, 2001)

Super combo: Jake Gyllenhaal + teorias sobre viagem no tempo + trilha sonora EXCELENTE. Essa seria minha primeira escolha. Donnie Darko é daqueles filmes sombrios e enigmáticos. Assim que terminei de assistir pela primeira vez fiquei tipo: ????? meudeus o que acabei de ver, volta tudo. E sim, no dia seguinte quis assistir de novo porque não dá pra ver uma vez só.
Não vou contar nada. Saca o trailer:

2 – O Bebê de Rosemary (Roman Polanski, 1968)

Bom, acho que vou sempre conseguir enfiar esse filme em qualquer lista que eu fizer, haha! É um dos meus favoritos do Polanski e perfeito se você está com vontade de sentir medo! Começa com aquela velha história de um casal que se muda para uma casa nova. Então, coisas estranhas começam a acontecer… Um clássico e ainda tem Mia Farrow gatinha.

3 – Dirigindo no Escuro (Woody Allen, 2002)

Mas você não quer sentir medo, nem ficar confuso, apenas relaxar e se divertir, então recomendo um Woody Allen. (Quase) certeza de dar certo, né? Dirigindo no Escuro (Hollywood ending, em inglês) é sobre um diretor de cinema que de repente fica cego no meio da gravação do filme.

4 – Pierrot le fou (Jean-Luc Godard, 1965)

Se você quer esquecer que está chovendo, Pierrot le fou é ótimo. Mais da metade do filme se passa na praia, com Anna Karina dançando saltitante de vestidinho por lá (já falei um pouco sobre ele aqui). Mas é Godard, né? Não vá esperando Woody Allen. Não vou falar do filme porque, além de mandar bem no próprio filme, Godard mandava bem nos trailers também s2:

5 – Corações e Mentes (Peter Davis, 1974)

Esse é considerado um dos documentários políticos mais importantes da história do cinema. É um filme sobre a guerra do Vietnã, que ganhou o Oscar de Melhor documentário em 75. É pesado, hein, gente. Não é filme pra relaxar, é pra chorar.

Por algum motivo obscuro, não consegui encontrar nenhum trailer : O Mas deixo aqui um canal que disponibilizou o filme todo!

Bom, meu povo, espero que tenham gostado das dicas. Não sei se volto a postar aqui até o fim de semana.

Me desejem boa viagem \o/ Até a próxima!

Gravity e Ku! Kin-dza-dza: resenha dupla do fim de semana

Neste fim de semana, eu e Dudu prometemos dar uma freada no trabalho pra assistir filmes. Sério, gente, essa vida não tá fácil. Eu estudo cinema e não tenho tempo de assistir nada. Comofas?

Enfim, cumprimos a promessa e assistimos dois filmes muito diferentes um do outro, mas que tem em comum uma coisinha: os dois se passam no espaço. Resolvi fazer duas mini-resenhas e juntar tudo num post só, tipo um movie haul, haha.

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O primeiro é Gravidade, de Alfonso Cuarón, que provavelmente foi um dos filmes mais esperados desse ano. Inclusive por mim.

Primeiro, absolutamente lindo, impecável o trabalho com a imagem e com o som. Assisti uma entrevista com um astronauta dizendo que o filme passa bem a sensação de como é estar no espaço, então é porque eles mandaram bem mesmo nesse ponto. Fiquei maravilhada com as imagens do filme, são muito reais.

A sacada de mudar a perspectiva da câmera também foi excelente. A visão de dentro do capacete da Dr. Stone é bem angustiante, dá uma sensação bem claustrofóbica mesmo. Por mais que tenha muita vontade de conhecer o espaço, não sei se aguentaria ficar trancada naquela roupa. Mas, isso está bem longe de acontecer comigo, hahaha!

De qualquer forma, a história do filme é relativamente simples (ou não?). Na verdade, não precisaria de um super acontecimento, né, já que tudo acontece no espaço, o que já leva os problemas pra um outro nível de complexidade.

Enfim, é lindo, mas eu tenho uma coisa a dizer pra esse filme: cut the bullshit. Tiveram partes muito mimimi, gente. Vai falar que não? “Let´s go home!”, “I´m ready!”, sabe? Totalmente dispensável. É a segunda vez que me decepciono com isso. A primeira foi com Elysium. Fui achando que seria uma super ficção-científica e foi um romance + lutinha de robôs. E em Gravidade foi a mesma coisa. Esse pseudo romance no meio, essas frasesinhas mimimi. Astronautas são soldados e são MUITO treinados. Eles não vão arriscar uma missão de bilhões de doláres tomando decisões no meio de conversas mimimi. E não vem dizer, ah, mas é só um filme… por favor. Apollo 13, de 1995 – aquele com o Tom Hanks! – é muito mais interessante nesse ponto.

Enfim, a crítica feita por esse cara aí de cima resume bem o que eu achei depois de ter assistido, hahaha! Mas o filme ainda está em cartaz e dá tempo de ver. Vale a pena, apesar de tudo que falei. É lindíssimo mesmo.

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O segundo filme do fim de semana foi uma animação russa com esse nome engraçadinho, Ku! Kin-dza-dza. Dirigido por Georgiy Daneliya e Tatiana Ilyina, ele é bem novo, foi lançado esse ano, e encontrei sem querer na internet. Eu estava procurando filmes pra crianças e alguém num fórum indicou esse. A sinopse era tão interessante que resolvi assistir!

O violoncelista Tio Vova e o DJ Tolik vão parar no planeta Plyuke, que fica na galáxia de Kin-dza-dza, após apertarem um botão de um controle remoto sem querer. O mais interessante de tudo é que os habitantes de Plyuke falam um idioma que contém apenas 11 palavras. Pra voltar pra casa essa dupla da pesada acaba se metendo em grandes confusões, haha, sessão da tarde feelings.

Enfim, o filme é ótimo, muito diferente das animações que já assisti. E o legal é que ele é uma versão em animação de um filme russo de mesmo nome, feita em 1986. Comecei a assistir ontem, ele está completo no youtube com legendas em inglês.

É muito doido e uma excelente ficção científica. Se você ficou curioso, aqui vai o trailer da animação. Depois faço um post sobre a versão de 86 se for legal!

Alguém já viu esses filmes? O que vocês acharam? Dizaê! ;)

Os curtas de Roman Polanski

Roman Rajmund Polański está com 80 anos hoje e em plena atividade. Seu último filme foi o Carnage (muito bom por sinal!), lançado em 2011 e está com mais dois em produção. Provavelmente todo mundo já ouviu falar nele por causa dos seus filmes mais famosos, como O Pianista (2002), O Bebê de Rosemary (1968) e Chinatown (1974).

Ele já apareceu muito na mídia também por conta da sua vida pessoal um tanto conturbada. Em 1969, sua esposa Sharon Tate, grávida de 8 meses, foi assassinada de uma forma horrível pela Família Manson. Mais tarde Polanski foi condenado por estupro, foi julgado, mudou de país, ficou preso na Suíça, enfim, uma confusão só. Além de tudo, ele viveu na Polônia, durante a Segunda Guerra, então a infância dele foi terrível também. Essas histórias são contadas bem detalhadamente no livro Como a geração Sexo, Drogas e Rock´n´Roll Salvou Hollywood, do Peter Biskind. Recomendo muito muito esse livro se você quer conhecer a história de George Lucas, Coppola, Spielberg, Dennis Hopper e os bastidores do cinema hollywoodiano na década de 70. Vale a pena de verdade!

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Mas a carreira de Polanski começou muito cedo, quando ele tinha seus 20 anos. E hoje resolvi justamente mostrar essa fase que fica meio esquecida, quando ele ainda fazia curtas-metragens. Escolhi os que me chamaram mais atenção!

1. Sorriso Cheio de Dentes (título original: Usmiech Zebiczny, de 1957): Este é o primeiríssimo curta de Polanski, feito quando ele tinha 24 anos. É bem curtinho e, na minha opinião, aqui ele já deu sinais de que sabia fazer suspense muito bem. Assim que comecei a assistir me veio na cabeça O Inquilino, que foi feito muito tempo depois, em 76. Achei a atmosfera estranha e meio tensa e os enquadramentos todos na mesma vibe de O Inquilino. Ah, o curta não tem som mesmo, tá?

2. Assassino (Mordestwo, 1957): Esse pra mim foi o mais louco de todos. Quando acabou fiquei tipo, ?. Dá muita vontade de ver a continuação, haha! Esse curta foi feito na época em que ele era estudante na State Film School, em Lodz, na Polônia. O anterior também.

3. Dois homens e um armário (Dwaj ludzie z szafa, 1958): Sem dúvida, o filme mais diferente de todos os que já vi de Polanski. Ele tem um quê de comédia. No meio da história dos dois homens com o armário, tem umas situações paralelas meio desconexas, que acabam super rápido e não aparecem de novo, hahaha! Sem contar nuns planos super ousados como o do peixe no espelho, vocês vão ver. Ah, e nesse ele atua também.

4. Lâmpada (Lampa, 1959): Bom, esse curta já apareceu aqui no blog, no post sobre as bonecas assustadoras. É meu favorito de todos esses. Ele manda bem demais da conta no suspense, gente! Quero ser assim quando crescer, hahaha!

E o aí, o que vocês acharam? Qual vocês curtiram mais?

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