Cultural Impact of The Exorcist ou Nossas reações à violência

Quando estava escrevendo o post sobre O Exorcista, encontrei esse documentário curtinho no youtube chamado Cultural Impact os The Exorcist, de 1973. Não encontrei informações técnicas, mas o documentário é, justamente, sobre o impacto que o filme teve na época do lançamento. Fiquei bem impressionada.

Em primeiro lugar porque ele realmente foi um fenômeno. De acordo com o Box Office Mojo, até hoje ele arrecadou mais de 441 milhões de dólares. É o segundo filme do gênero mais rentável em Hollywood, perdendo só para O Sexto Sentido, que arrecadou mais de 600 milhões.

Nos dias que seguiram ao lançamento nos EUA, haviam filas e filas de pessoas esperando pra assistir, brigando por ingressos. Hoje é mais comum vermos isso acontecer, mas para a época acho que deve ter sido algo fora do normal, tanto que fizeram esse documentário.

Em segundo lugar, o que mais de deixou espantada foi o choque que as pessoas tinham ao assistir o filme. Passavam mal, vomitavam, desmaiavam, saiam da sala várias vezes… Claro que o filme era novidade e a forma violenta com que a história é contada certamente foi uma surpresa pra quem assistia. Mas acho que isso nos mostra outra coisa, algo mais profundo ligado a reação que as pessoas tinham à violência, à brutalidade.

Imaginem, hoje a gente pode achar filmes como esse ridículos, conseguimos ver os efeitos especiais, rimos de certas coisas, achamos a história surreal e não conseguimos entrar no filme… Mas ao mesmo tempo, vamos assistir Jogos Mortais no cinema e ninguém passa mal, ninguém sai correndo da sala. Claro que deve haver exceções e sei que muitas pessoas detestam filmes assim, como vários de vocês já contaram aqui no blog.

Mas de modo geral, a forma como nós nos relacionamos com a violência não é a mesma. Vamos coisas muito piores não só em filmes – inclusive os infantis -, mas nos noticiários, nas novelas, nos jogos.  E sabemos que isso vende, que a violência se tornou algo comercial. Sinceramente, O Exorcista parece até inocente perto do que vemos por aí hoje em dia.

Ainda não tenho uma opinião formada sobre essas questões, mas queria dividir o pensamento com vocês. Alguma coisa aconteceu com a gente… e pra mim é triste pensar nas consequências que isso pode ter.

Enfim, o vídeo tem 20 minutos e vale a pena assistir. É de impressionar mesmo.

Coisas legais de Goiânia!

Então, estou de volta a Juiz de Fora, infelizmente – porque agora tenho que encarar todos os meus trabalhos de novo – ou felizmente – por incrível que pareça, senti falta dessa cidade.

Olha, vou ser sincera, desculpa se tem alguém lendo que é de Goiânia, mas não gostei de lá. Achei tudo muito longe, muito demorado ir de um lugar pra outro, as ruas são muito vazias a noite… Enfim, o ritmo é muito diferente daqui de JF, mas de um jeito que não consegui me adaptar, não sei explicar bem.

Massss, é claro que coisas legais aconteceram e sobre isso que vim falar aqui : )

1. Voar!

Pode rir a vontade, gente, mas sempre vou achar emocionante andar de avião. Não faço isso sempre, a última vez foi em 2010. Apesar do pequeno desconforto, demora, pessoas ansiosas batendo o pé na poltrona do lado e do ASSALTO que são os preços dos lanches nos vôos da Gol, é recompensante por causa dessa vista.

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2. Frutas do serrado

Sou amante de frutas e fiquei encantada com as várias e várias frutas que tem naquela região e que eu nunca tinha ouvido falar. No lugar onde aconteceu a Anped – evento que eu fui apresentar o trabalho – estavam vendendo picolés Fruta do Serrado, só com essas raridades. Algumas que eu lembro são gabiroba, cagaita e araticum. Eu resolvi experimentar um picolé de cajá-manga, que, normalmente, se come com sal. Sim, com sal. Me aventurei e o Dudu fotografou esse momento marcante, hahaha. Reparem em como eu AMEI o sabor. Mentira, sem sal é um delícia, sério!

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3. Apresentação do documentário

Esse ano eu e o Dudu fizemos um documentários sobre nossa faculdade como TCC. O inscrevemos numa sessão de documentários da Anped e ele passou! Ficamos super felizes porque é um evento muito importante na área. Anped é a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação e foi a primeira vez que ele foi exibido pra muita gente, fora da banca. Foi muito bem recebido, recebemos vários elogios! Enfim, vou deixar o link aqui pra quem quiser assistir!

4. Corujas

Por último, mas não menos importante, vimos essas corujinhas na UFG e tivemos que fotografar. É muito difícil ver aqui em JF e elas geralmente fogem. Mas essas foram muito simpáticas. Lívia, te dedico essa foto, hahaha.

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Acho que foi isso tudo. Na verdade, comprei vários livros numa feira que estava rolando por lá. Encontrei uma edição de Peter e Wendy da Cosac Naify tão, mas tão linda, que merece um post a parte! Em breve aparecerá por aqui.

Bom fim de semana pra todo mundo!