Coisas aleatórias numa noite de segunda-feira

Não morri, estou bem viva e vou contar pra vocês.

1. A primeira coisa importante que tenho pra contar é sobre esse blog que agora é parceiro de duas editoras muito lindas, a Gaivota e a Biruta (vocês viram os selinhos ali do lado?). Eu realmente não estava esperando que isso pudesse acontecer e estou bem feliz! As duas publicam livros infantis e infantojuvenis, então aguardem que em breve terão resenhas e vídeos de Três razões pra ler de livros lindezas. Eu amo livros, gente, estou ansiosa já, o que mais posso dizer?

2. A segunda coisa importante é que eu sumi um pouco porque estava participando de oooutro filme. E dessa vez não estava na direção ou em nenhuma função técnica, massss resolvi me aventurar e ser atriz. Vejam vocês que reviravolta!

Eu já tinha atuado antes, só que foram coisas bem simples e secundárias. Mas pra este filme me convidaram pra ser a protagonista. Primeiramente, eu gostei muito. Foi bem divertido e o que e achava que era fácil de fazer, percebi que era difícil e vice-versa. Aprendi sobre direção mais do que nunca e acho que não vou ser mais a mesma quando tiver que dirigir um outro filme. Segundamente, posso ter estragado tudo hahaha Espero que não, amigos, vamos aguardar!

O filme não tem nome ainda, mas tem algumas fotos liberadas pela produção haha!

_MG_3415

BA3A0665

BA3A0685

IMG_3538

BA3A0853

BA3A0334

BA3A0373

BA3A0374

Anúncios

Um dia de viagem

Finalmente, voltamos com a programação normal, gente. E já vamos começar a semana com vídeo novo!

Nos últimos tempos, tenho gostado muito de brincar na edição com as imagens que temos em casa ou então com filmes que eu gosto. É um ótimo exercício, recomendo muito pra quem está aprendendo a editar. Estou fazendo a experiência de “desmontar” o Band à part, que é um filme do Godard, e é incrível como a gente descobre coisas escondidas na edição! Depois posso vir aqui contar como tem sido esse processo.

Mas enfim, de repente, no meio dessas brincadeiras, aparece alguma coisa, como foi com o vídeo de hoje.

z

Os teasers

Como comentei no último post, a data de estreia do nosso filme é 31 de outubro. Está super perto! Como ele tem ocupado minha mente quase 100% do tempo, pensei: por que não falar sobre ele blog então, já que está difícil pensar em outra coisa? Mas, ok, se você é novo por aqui, vou resumir rapidamente do que se trata porque esse assunto está espalhado bem desordenadamente no blog.

Já tem um tempo que a gente (eu mais namorado mais amigos) embarcamos na aventura de fazer cinema e já temos alguns curtas-metragens realizados nos últimos 7 anos. Mas o curta desse ano – O bicho que come dentro da gente – é um pouco mais especial porque ele é a consequência de um prêmio que ganhamos no ano passado com nosso último curta!

E exatamente por ser especial assim, a pressão e ansiedade em torno dele também é maior, pelo menos pra mim. Já gravamos tudo e estamos na fase de edição. Amigos, não-está-sendo-fácil. Quem já teve a experiência de editar qualquer tipo de vídeo, sabe que é uma fase crucial do processo todo. Qualquer cena retirada ou adicionada, qualquer plano cortado ou aumentado faz muita diferença. A música, então, nem se fala, muda o clima das cenas completamente. Ou seja, é um momento de decisões bem importantes (principalmente quando o prazo tá ali e precisamos entregar o filme pronto em alguns dias, haha! #socorro).

 photo _MG_1178_zpsfuoopb3y.jpg

Mas está tudo bem, tudo sob controle e tudo vai dar certo. Então, nesse post vim compartilhar os teasers que liberamos há alguns dias. O trailer ainda está sendo feito, mas nem sei se vai dar pra postar por aqui antes da estreia no festival.

Por muito tempo, fui uma fominha de trailers. Assistia a vários todos os dias. Agora mudei um pouco esse hábito… Tem trailer que é praticamente um resumo do filme inteiro, então perde totalmente a graça. Daí fico na dúvida se assisto ou não. As vezes começo a ver e paro no meio do caminho se sinto que vai mostrar demais. Vocês são assim?

Enfim, contando pra vocês um pouco desse processo e pensando nessa experiência com os trailers, pra esses teasers – fui eu que montei – tentei mostrar um pouco do clima do filme, mais do que contar algo da história em si. Acho que é mais interessante, mesmo porque o teaser geralmente é menor do que o trailer, então nem teria tanto espaço assim pra ser profundo. Como o próprio nome já diz, é um teaser, uma provocaçãozinha pros espectadores.

Também criei uma regrinha mental pra estimular minha criatividade e não entregar muito da história, que foi a de não mostrar o rosto de nenhum personagem. Essas regras forçadas sempre nos ajudam pra não ficarmos perdidos em frente à tanto material e evitar aquela pergunta: por onde começo? #ficaadica

E aqui estão!

Depois do lançamento do filme, iremos disponibilizá-lo no youtube. Enquanto isso, temos postado algumas novidades e fotos na página do filme no facebook, pra quem quiser acompanhar!

Making of #1

Então, gente, como comentei com vocês, já estamos a todo vapor com o curta! Tem milhões de coisas pra serem resolvidas, mas estamos no caminho! Comecei a editar o que já temos de making of e, claro, queria compartilhar aqui com vocês.

Pela primeira vez nessa minha breve história de experiências com curtas-metragens, nós tivemos uma preparação de elenco. Vou confessar que nunca pensei que a coisa fosse tão importante. Como comentei nesse post, temos uma cena de dança no curta, e uma das atrizes, que é dançarina, propôs que todo mundo fizesse uma oficina pra soltar e conhecer o corpo, relaxar, entender os limites dos outros corpos, sai um pouco do lugar… enfim, eu não vou saber explicar como eles, mas sei contar o que vivi.

A gente alongou, brincou, dançou, rolou no chão, correu… um monte de coisas que eu jamais imaginei experimentar e que foram extremamente importantes pra gente pensar a atuação no filme.

Então, no segundo dia de oficina, resolvi registrar tudo pra ficar guardado e também pra gente ter de referência na hora de pensar as cenas. Ah, o filme se chama O Bicho que come dentro da gente.

É isso, espero que curtam participar um pouco desse processo!

The magic happens!

 photo 79a82fc3653fad92f8e6ac5367125bf9_zpsiyiwqy3s.jpg

Pois é, amigos, e aí que de repente começa a acontecer um monte de coisas na vida que te deixam empolgados ao mesmo tempo. E aí a gente é obrigado a parar um pouco, definir prioridades e assimilar tudo.

Lembram que eu contei que iríamos gravar um curta novo esse ano porque ganhamos um prêmio no ano passado? Então, começamos esse final de semana que passou. Quero dizer, as gravações porque a pré-produção e tudo mais ainda não acabou. Como dá trabalho, gente! É uma atividade que nos consome muito e são muitos problemas para serem solucionados que não tem como passar pra outras pessoas. Mas começamos com o pé direito e estou com bons pressentimentos.

Já estou editando os vídeos de making-of e em breve posto aqui (praqueles que gostam de acompanhar esse processo!).

Por causa de uma cena do filme, a própria atriz – que também é dançarina – propôs que toda a equipe fizesse uma oficina de dança (obrigada, Mayara!), como forma de preparar o elenco. E também pra ser legal, ora! Nessa oficina, aprendemos um pouco (e dançamos muito!) sobre um tipo de dança chamado Contato improvisação (procura no youtube, gente!).

E, certamente, essa foi uma das experiências mais doidas e boas que tive nos últimos tempos. Primeiro, eu sempre gostei de dançar e fiz balé quando eu tinha, sei lá, 4 anos. Então a dança, como atividade física, como técnicas que se aprende e como possibilidade de sentir uma coisa nova, estava looonge de mim. E é muito incrível como a gente é colocado numa situação assim completamente nova e de repente a gente tá lá, dançando feio doidos! Sério, nunca imaginei que isso pudesse acontecer, que eu, meus amigos, de repente entraríamos num transe e faríamos algo que a gente nunca tinha pensado antes na vida!

Acho que as vezes a gente esquece que não estamos mortos, né? Tenho 25 anos, mas a vida não acabou (oh, the drama)! Ainda podemos ter sensações novas e viver umas coisas assim inesperadas. E como isso bota a gente pra pensar!

E só pra fechar esses dias intensos com chave de ouro, amanhã vou SP com minha irmã! Vamos passar uns bons 5 dias por lá batendo perna e vou aproveitar pra conhecer umas pessoas queridas demais que conheci por causa do blog.

Êta coisa boa! <3 As vezes a gente tem que deixar os pequenos probleminhas superficiais e coisas negativas completamente de lado (quer dizer, isso devia ser todo o tempo, mas quem consegue, né? ) pra realmente aproveitar essas coisas novas que a vida dá.

(Essa imagem é da série Girls, pra quem não conhece!)

Tornado, o primeiro de todos

Já que eu e meus amigos andamos nessa vibe de curtas-metragens e festivais, e como eu disse que faria isso, resolvi mostrar pra vocês hoje o primeiro curta que participei.

Antes, deixa eu contar pra vocês a história toda. Eu entrei na faculdade com 17 anos porque gostava de escrever, nunca havia pensado no cinema como uma possibilidade. Eu e minha irmã sempre brincamos com câmeras desde novinhas, tenho mil filminhos nossos dançando, encenando e etc, mas filmes pra mim eram só passatempo. Acho que eu sequer tinha noção da existência de cursos de cinema.

E aí que no início da faculdade, eu e os amigos da época conhecemos o Dudu, que tinha uma câmera bem legal e já entendia desses paranauês. Um dia estávamos de bobeira na casa dele e simplesmente resolvemos fazer um filme. Do nada mesmo. Não faço a menor ideia da onde surgiu essa ideia do aspirador de pó assassino, mas pensamos tudo no mesmo dia e marcamos de gravar. E olha, apesar de ser super simples, deu trabalho! Muitos dedos foram cortados com fios de nylon pra fazer esse filme, hahaha!

Mas sem dúvidas foi uma das melhores experiências que tive. Foi tudo feito despretensiosamente, na diversão, pelo prazer de estar fazendo algo legal.

No final das contas, acabamos o inscrevendo no Primeiro Plano, aquele festival que acontece aqui na minha cidade, e foi uma das coisas mais loucas que já vivi. Primeiro, porque foi a primeira vez que participei do festival e, segundo, porque assistir o Tornado na tela gigante e notar a reação das pessoas, perceber que elas estavam rindo, reagindo a ele de verdade, foi uma coisa que me desestabilizou. Acho que nesse dia eu me apaixonei pelo cinema e decidi que era o que eu queria estudar.

Pra finalizar, nós acabamos ganhando o Prêmio José Sette no festival, que é mais uma brincadeira, um incentivo pra gente continuar fazendo. O prêmio consistia em cachaça, torresmo, pipoca e outras comidas de bares famosos aqui na cidade, haha. Vocês podem imaginar nossa felicidade, né?

Enfim, ele já tem mais ou menos 6 anos de idade, mas ainda tenho muito carinho por ele. Me lembra uma época boa!

Espero que curtam também! ;)