Um pontinho rosa

Eu tenho essa mania de ir colecionando fotos, imagens, frames de filmes, pôsteres e etc que eu acho bonitos. De repente, de tanto olhar pra eles, ou por alguma coisa estranha que acontece no meu cérebro, algumas dessas imagens começam a fazer sentido juntas, como se fizessem parte do mesmo universo, e começo a imaginar histórias a partir delas.

Foi isso que aconteceu com essas aí. Eu nem gosto de cor-de-rosa, não sei porque fui atraída por elas! Mas enfim, só sei que pra mim funciona como um ótimo exercício de criatividade e imaginação, além de ir colecionando inspirações pra… qualquer coisa! Mas não, não me peçam pra organizar meus pensamentos e contar que coisas fico imaginando porque aí já é muito! Cada hora pipoca uma coisa diferente na minha cabeça e eu provavelmente deveria anotar tudo isso, né? Quem sabe surge uma boa ideia dessas loucuras da minha cachola!

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Fez sentido pra vocês? Sou a única que faz isso? Sou louca? Hahaha!

Não sei, gente, só sei que acho incrível como um pontinho (ou um pontão!) de cor aqui e ali fazem toda a diferença na composição final. E valeu a pena dar uma chance pro rosa na minha vida no fim das contas.

 

(Cliquem nas fotos para os links originais o/)

As cores de Shallow Grave

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David Stephens, Juliet Miller e Alex Law são amigos que dividem um apartamento em Edimburgo. Os três estão em um processo de entrevistas para encontrarem mais uma pessoa para dividirem a casa. De uma forma cruel e cômica, eles acabam recusando várias das pessoas, até que decidem oferecer a vaga para um homem mais velho chamado Hugo.

Depois de um tempo que ele já havia se mudado, os três notam que Hugo não saía do quarto. Como a situação estava estranha, eles decidem entrar para ver o que estava se passando e acabam descobrindo Hugo morto, pelado, na cama. Eles vasculham as coisas do cara e acabam descobrindo uma mala com muito dinheiro.

Esse é uma sinopse do filme Shallow Grave – ou Cova Rasa, em português – dirigido por Danny Boyle. Mais do que isso não vou contar. Agora vocês vão ter que assistir. E acrescento: vale a pena.

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Logo no início do filme, nos primeiros planos, já dá pra ter uma ideia do trabalho detalhado e preciso da direção de arte. As cores são muito bem trabalhadas e a sensação que eu tenho é que, de fato, todos os elementos foram pensados para serem daquela cor e estarem naquela posição.

Num primeiro momento, achei o filme bem colorido. Depois de algum tempo assistindo, fui percebendo que havia uma paleta de cores fixas com algumas pequenas variações.

Verde, azul, amarelo e vermelho sempre estão presentes em todos os planos de alguma maneira. Acho que qualquer um consegue notar bem facilmente isso. As cores são muito vibrantes e me lembram giz de cera, sabe? Parecem as cores básicas daquelas caixinhas que vinham com 6 ou 8 gizes.

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É legal observar a forma como eles brincaram com as cores. Se vocês repararem bem, tem sempre uma cor que cria um contraste com as outras e cria um ponto de atenção na cena. Num plano em que predominam as cores amarelo e verde, por exemplo, tem a almofada vermelha discretamente aparecendo. Nas cenas da cozinha, que é um ambiente todo amarelinho bem claro, sempre há um objeto que quebra esse tom pastel, frutas de cores vibrantes, as plantas ou um objeto de decoração. Nesse plano da biblioteca isso fica bem marcante com os abajures verdes contrastando com os tons marrons que predominam o ambiente.

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Tanto eu como o Dudu, depois de assistirmos o filme, ficamos com a sensação de ele se passa dentro de uma casa de bonecas. É difícil explicar da onde veio essa impressão, mas temos algumas pistas sobre certos aspectos do cenário e da iluminação contribuem para isso.

O apartamento tem um pé direito muito alto e os cômodos são bem amplos. Com os enquadramentos que o diretor fez em alguns planos – como aqueles primeiros da entrevista – os objetos de cenas e os próprios atores parecem bem pequenos em relação ao ambiente. E quando a gente brinca de casinha é meio assim, né? Usamos brinquedos de diferentes tamanhos, as vezes muito menores ou muito maiores do que deviam. Então, acho que essa característica criou um aspecto meio irreal nas cenas.

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Bom, é uma comparação misteriosa, não sei da onde veio essa sensação de casa de bonecas. Desconfio que sejam essas as razões. Se alguém mais consegue pensar em outras razões, me conta aí!

Enfim, eu acho fascinante esse trabalho! A diretora de arte de Shallow Grave se chama Zoe MacLeod, mas não conheço nenhum dos outros filmes em que ela trabalhou. De qualquer forma, mandou bem, Zoe! Pensar nas cores, na composição do cenário, em como a iluminação influencia nisso tudo… deve ser delicioso! Principalmente em um filme como esse, em que a parte da arte ganhou tanto destaque.

Por hoje, é isso tudo! Espero que tenham gostado da dica! Assistam, hein, vale a pena!

As cores das flores

Apenas flores delicadas e cores lindas pra inspirar nosso domingo!

Copiei a Thamires e resolvi colocar as referências das cores nesse tipo de post. Assim fica fácil pra quem decidir brincar um pouco com elas.

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Todas as imagens são do Pinterest. Apareçam por lá pra gente trocar figurinha! (:

Teste das cores + Filme da vez

Para essa sexta preparei um post duplo porque vou te contar, não sei como vai ser minha vida na semana que vem. Por três motivos:

1. Minhas aulas do mestrado voltaram essa semana e tenho milhões de textos pra ler

2. Eu trabalho com produção de vídeos para EAD e nas próximas 2 semanas o ritmo de gravação vai triplicar

3. Se for possível conciliar com as duas coisas aí de cima, vou começar meu processo de mudança. Sim, vou mudar de casa, acho que já falei antes.

Então, só pra descontrair um pouco das tarefas chatas, vou falar sobre cores! *.* Talvez alguns de vocês já tenham visto… Essa semana apareceu várias vezes na minha timeline um teste de cores desenvolvido pela X-Rite, uma empresa que fornece “soluções tecnológicas para medição de cores que compreendem aplicativos computadorizados, equipamentos e serviços para verificação, comunicação e gerenciamento das cores em uma grande variedade de aplicações”. Enfim.

O teste é super legal e se chama How well do you see color? De acordo com o site, 1 em cada 255 mulheres e 1 em cada 12 homens tem algum tipo de deficiência na percepção das cores. O teste é baseado num produto da empresa chamado FM100 Hue Test que tem o objetivo de avaliar a visão das cores, mais precisamente dos tons (hue = tom), pelas pessoas. Esse FM100 é tipo um brinquedinho, feito de 85 pecinhas coloridas que abrangem todo o espectro visível.

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O teste online é bem parecido, mas com certeza as pecinhas de verdade devem ser muito mais divertidas de brincar, hahaha! Bom, o resultado do teste é dado na forma de pontuações: quanto mais próximo do zero, melhor a sua percepção das tonalidades, quanto mais próximo do 99, pior a percepção. Eu tirei 4, YAY! O legal é que ele também diz em qual faixa de cor tá o seu problema. No meu caso, foi entre o verde e o azul.

Esse teste me fez lembrar de um outro que meu namorado estava fazendo há uns dias atrás.

Desenvolvido pelo Method of Action, o teste se chama Color – a color matching game. Ele é um pouco mais complexo e tem várias fases. Além das tonalidades, tem também a saturação, cores complementares, análogas… enfim. É mais um jogo do que um teste, porque a gente tem tempo pra encontrar as cores. Eu fiquei nervosa, hahaha! Minha nota foi 8.4 no final. Acho que tá bom, né?

Quem não fez ainda, vale a pena! É bem divertido! Depois posta aqui qual foi o resultado de vocês ; )

Vou finalizar, então, com o filme da vez que nada tem a ver com cores, mas sim com trabalho. Só pra entrar no clima e reforçar a reclamação, hahaha, indico pra vocês o filme Trabalhar Cansa, dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra.

Assisti no ano passado (ou retrasado?) no Primeiro Plano, um festival de cinema que acontece em JF, e gostei muito. É meio suspense, meio fantástico, meio crítica social, meio realismo. Difícil ficar indiferente em relação a ele. Pelo menos dizer que ficou com medo de algumas cenas no final, você vai dizer… Taí o trailer!

Bom fim de semana pra todo mundo!

Filme da vez: Moonrise Kingdom + Movies In Color

Na última semana não postei nenhum “Filme da vez”. Isso aconteceu porque na verdade só assisti um filme, O Enigma de Andrômeda, e não foi tão bom assim. Assistimos porque li em algum lugar, acho que foi no Filmow, que esse era um filme de ficção científica de verdade, que não tinha historinhas de romance no meio. Acontece que achei bem chato e cheio de furos. Enfim, se alguém quiser arriscar…

Como queria postar um “Filme da vez” toda semana, mas não estou tendo muito tempo pra assistir filmes, decidi usar minha lista de favoritos do Filmow, que tem 30 filmes, 4 curtas e 8 séries.

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E o escolhido de hoje foi Moonrise Kingdom, do Wes Anderson. Sim, eu tenho o cartaz porque sou fanzinha, hahaha! Esperei o filme ansiosamente desde que saiu o trailer e corri pra assistir no cinema. Conheço muita gente que não curtiu muito, mas fazer o que… Acho que eu vim numa onda de assistir os filmes dele e acabei gostando muito do estilo de câmera que ele tem, que é bem marcante, e também a maneira que ele trabalha as cores nos filmes. Nesse link tem o roteiro completo com algumas plantas baixas. Vale a pena ver!

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Esse certamente é meu frame favorito do filme, mas não me perguntem o porquê, hahaha! Tenho isso de me apegar a frames e não consigo explicar de onde vem. O filme também me agradou certamente porque ele me lembra muito o filme Pierrot le fou, do Godard. Toda a parte que o casalsinho fica na praia, meio sem o que fazer, o estilo de roupa da menina, essa coisa deles ficarem fugindo da mesmice… Sei lá, não sei se foi intencional ou não, mas que me lembrou, lembrou! Não achei nada certo escrito sobre isso.

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Pierrot le fou, 1969

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Moonrise Kigdom, 2012

Coloquei os frames só de referência porque não é assim que veremos as referências obviamente. Como eu estava dizendo antes, gosto muito do Wes Anderson por causa do seu estilo, que é de certa forma fácil de ser identificado depois de assistir alguns filmes, mas acho que vou reservar um post só pra ele!

O que eu realmente gostaria de falar hoje é das cores. Mais do que um estilo de enquadramentos e movimentos de câmera, Wes Anderson tem uma coisa com as cores! Ele realmente segue a risca a paleta que ele escolhe. Cada frame – que pra mim muitas vezes parecem pinturas, como esse aí de cima. Tenho vontade de imprimir e pendurar na parede! – estão definitivamente dentro do espectro de cores escolhidos. Essa é uma das partes do cinema que eu mais gosto. Por causa das cores que eu gosto tanto dele e do Jean-Pierre Jeunet (que fez Amélie Poulin!)

E foi procurando coisas sobre direção de arte que um dia me deparei com esse site, o Movies In Color. É um blog criado pela designer Roxy Radulescu e que traz frames dos filmes com sua paleta de cores correspondente.

tumblr_mj7zlpPaMN1s6aghro1_1280Essa é a paleta do Moonrise Kingdom! Vocês podem imaginar como fiquei animada quando encontrei esse site, hahaha! Saí procurando todos os filmes que eu já tinha visto e fiquei com vontade de assistir outros só por causa das paletas *.* Não vou postar mais fotos aqui pro post não ficar longo, mas recomendo MUITO acessar o Movies In Color.

É isso tudo, espero que tenham gostado das dicas!

Au revoir! (: