Uma tarde preguiçosa em Tandil

Uma das coisas que mais fazíamos em Tandil e uma das que eu sinto mais falta, é passear a pé pela cidade, parar na praça e ficar por lá conversando e tomando um pouco do (pouco) sol.

Vocês se lembram daquele meu projeto de resgatar e organizar as imagens que fizemos durante nosso intercâmbio pra Argentina? Então, nesse segundo vídeo decidi reunir algumas imagens que fizemos em uma dessas nossas idas à praça.

Apesar de ser uma cidade bem pequena (na época, eram aproximadamente 100 mil habitantes), Tandil é super arborizada e tem muitas praças e parques. E o melhor de tudo: são lugares super frequentados por todo mundo.

Nós moramos perto da Plaza Independencia – essa que aparece no vídeo – que fica bem no centro da cidade, então conseguimos aproveitar bastante desses momentos. Do meu olhar estrangeiro, eu diria que é um costume deles simplesmente ir à praça ficar de bobeira, com um grupo de amigos, tomando mate, jogando bola, tocando violão. Na hora da saída da escola, então, ficava cheio de crianças e adolescentes reunidos em grupinhos. Pra gente que era de fora, acho que se tornava uma experiência ainda mais interessante porque podíamos observar os outros, ver o que eles faziam, o que falavam, como se comportavam… e pouco a pouco ir fazendo parte daquele lugar também.

No frio, isso de ficar nas praças já era normal. Quando chegou a primavera, o sol começou a aparecer mais frequentemente e as árvores ficaram mais bonitas, verdinhas, cheia de flores, nossa, foi um boom de gente. No final de semana, tanto as praças quanto os parques ficavam cheios de amigos, famílias, gente com cachorro, gente fazendo ioga, gente fazendo piquenique… as vezes era até difícil encontrar lugar pra sentar!

Talvez em cidades que também tenham parques maiores e mais bem cuidados, esse também seja um costume, mas aqui em Juiz de Fora muito pouco disso acontece e só em lugares muito específicos. Hoje se vamos sair é sempre pra ir fazer alguma coisa, ir à um restaurante/bar, ir no shopping, ir ao centro fazer compras… sabe? Sinto bastante falta de estar entediada num final de semana e sair de casa, passar na loja de balas (comprar 3kg) e ir pra praça, sem ter o objetivo de fazer nada, só ficar lá, curtindo o friozinho e aproveitando a cidade e o espaço público, que afinal, está lá pra isso mesmo. Agora vê se pode isso, até pra fazer nada tá difícil!

Bom, o vídeo é bem curtinho mesmo, só pra vocês sentirem a vibe do lugar. Tenho muitas fotos, mas vou fazer posts separados pra mostrar pra vocês cada lugar desses porque vale a pena!

Las medialunas argentinas!

Em 2010, eu e Dudu fizemos um intercâmbio através da universidade para a Argentina. Foi, sem dúvidas, uma das melhores experiências da minha vida e sinto saudades de lá até hoje, principalmente nesse friozinho.

Nós moramos em Tandil, uma cidade de pouco mais de 100 mil habitantes que fica a seis horas do Buenos Aires. Fomos estudar cinema na Faculdade de Artes, o que contribuiu mais ainda para a experiência ser um divisor de águas na minha vida. Mudei tudo o que eu pensava e tudo o que eu tinha vontade de estudar quando estive lá, além de ter outra visão sobre o que é viver no Brasil. Sou outra pessoa hoje graças a isso.

Enquanto estávamos lá, pensamos em fazer um documentário sobre a viagem e sobre a relação Brasil e Argentina então fizemos mil imagens e entrevistas. Mas, infelizmente, no nosso último dia, entraram no apartamento que alugamos em BsAs e roubaram todo nosso equipamento. Além do prejuízo, perdemos parte das imagens que havíamos feito. A outra metade ficou num hd que não levaram.

Desde então, há quatro anos, essas imagens estão paradas aqui. Mas resolvi ressuscitá-las! Afinal, já faz muito tempo, o trauma já passou e temos que nos ater às coisas boas que ficaram, certo? Infelizmente não vamos conseguir fazer um documentário… Mas vou editando aos poucos, do jeito que parecer mais interessante. Assim, posso compartilhar um pouco da experiência do intercâmbio, além de poder organizar e dar vida a todo esse registro que temos aqui. Afinal, é parte da nossa história.

Aqui vai o primeiro e, provavelmente, o mais gostoso de todos!